Luanda - Victória da Conceição terá retirado a arma do porta- luvas da viatura protocolar que lhe havia sido atribuída, por inerência de funções, depois de o escolta a ter parqueado na sua residência.

Fonte: O País

Um oficial da UPIP explicou que os efectivos que prestam trabalho às entidades protocolares são obrigados a deixar as armas no posto (casernas das residências), após a jornada laboral, por orientação do Comando Geral da Polícia Nacional.


Todavia, a fonte disse que a maioria das residências não têm casernas e, nestes casos, o “protector” deixa a arma dentro da viatura e as chaves entregues aos dirigentes para que o seu colega a possa usar no dia seguinte. “Segundo o que nos foi orientado, os agentes não podem andar com arma depois do horário de trabalho”, disse.

 

Entretanto, o caso da ex-ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, que supostamente tentou suicidar-se na noite de Quarta-feira, 4, continua sob uma “nuvem cinzenta”, pois, pasadas mais de 48 horas desde o sucedido não existe qualquer comunicação oficial.

 

O Executivo ao qual pertenceu até à data dos factos, uma vez que não havia passado as pastas à sua sucessora e nem o Chefe de Estado havia conferido posse, assim como os seus familiares e amigos remeteram-se num silêncio quase que absoluto.

 

O mesmo sucedeu com a OMA, braço feminino do MPLA, organização de que é uma das responsáveis.

 

Na busca de um pronunciamento da Clínica Girassol, uma equipa deste jornal deslocou-se a esta unidade na tarde de ontem, mas não obteve qualquer pronunciamento do corpo médico que assiste Victória da Conceição.

 

O PAÍS tentou contactar os responsáveis do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Sonangol, que superintende a Clínica Girassol, onde Victória da Conceição continua a ser assistida nos cuidados intensivos, mas sem sucesso. Os telefones dos responsáveis do gabinete estavam desligados.



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