Lisboa - Em entrevista à VISÃO, o ex-presidente do BES Angola acusa os acionistas angolanos do banco - que eram os homens do ex-presidente José Eduardo dos Santos - de serem os principais devedores do BESA, a par do Grupo Espírito Santo

Fonte: Visao

Acusa  Dino e Kopelipa, de serem os principais beneficiários dos créditos 

O homem que Ricardo Salgado escolheu para liderar o Banco Espírito Santo Angola (BESA) e que desde 2013 tem sido responsabilizado pela falência do banco, fala pela primeira vez em Portugal sobre a sua gestão e sobre o colapso daquele banco angolano.

 

Acusa os generais de José Eduardo dos Santos, Dino e Kopelipa, e também o Grupo Espírito Santo de serem os principais beneficiários dos créditos do BES Angola. E diz que os portugueses foram vítimas de um plano maior montado pelos acionistas angolanos do BESA - com a conivência do Banco Nacional de Angola - para tomarem de assalto, em 2014, o ex-BESA, que se transformou em Banco Económico.

 

Numa conversa de cinco horas, Álvaro Sobrinho atacou, mas também assumiu responsabilidades. E porque só fala agora? Porque o regime mudou: “Eram pessoas do Estado, chefes do serviço de inteligência de Angola! Acha que podia falar? Que podia contrapor? Fazer qualquer coisa que não calar-me?”


A entrevista, carregada de revelações, acompanha uma investigação sobre a hecatombe do BESA - cujas provas da falência ninguém viu ou ninguém quer mostrar - e as circunstâncias estranhas que rodeiam uma assembleia-geral em outubro de 2014, em Luanda, que tirou aos portugueses mais de 3 mil milhões de euros.

 

LEIA MAIS NA EDIÇÃO DA VISÃO, AMANHÃ NAS BANCAS.



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