Luanda - Pelo menos 14 médicos de nacionalidade angolana, de diversas especialidades, deixaram de prestar serviços de assistência médica e medicamentosa no Hospital Geral do Bié, no princípio do ano em curso, anunciou, no Cuito, o director da instituição.

Fonte: JA
Luís Cabaça disse que os médicos prestavam trabalhos em regime de contrato e, findo este protocolo administrativo e sem verbas para pagamentos, foram forçados a abandonar o Hospital Geral do Bié.

O director do Hospital Geral do Bié realçou que muitos dos referidos médicos foram submetidos ao concurso de acesso no sector da Saúde, sem contudo obterem resultados satisfatórios.

“Não aprovaram nos testes e não temos como pagar o contrato de prestação de serviço”, lamentou.

Outro aspecto constrangedor, segundo o director Luís Cabaça, está relacionado com a ausência dos médicos russos que trabalhavam na instituição, que também deixaram de prestar serviços, por motivos desconhecidos, tornando o quadro da região cada vez mais delicado no atendimento aos pacientes.

Luís Cabaça avança que o Hospital Geral do Bié controla 26 médicos de nacionalidades angolana, cubana e coreana, número que considerou insuficiente para atender uma demanda superior a 400 pa-cientes por dia.

O médico disse que, para o normal funcionamento da instituição hospitalar que dirige, são necessários mais de 50 médicos, de diversas especialidades.

Segundo Luís Cabaça, o Hospital Geral do Bié tem registado, com inquietação, casos elevados de internamento na pediatria, devido à malária. “De sexta a domingo foram efectuadas 42 transfusões de sangue e registou-se o internamento de mais de 100 pacientes, sem registo de mortes”, explicou o médico.



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