Luanda - A taxa média de cedência de seguro ao exterior em resseguros varia entre 35 a 40 por cento, anunciou hoje, em Luanda, o presidente do conselho de administração da Agência Angolana de Regulação e supervisão de Seguros (ARSEG), Aguinaldo Jaime.

Fonte: Angop

Anteriormente, a taxa era de 50 por cento e a redução da mesma resulta da implementação de medidas de partilha mútua de risco das seguradoras nacionais, que tem como limite a capacidade de absorção de riscos do mercado nacional de seguros.

 

Segundo Aguinaldo Jaime, que falava na abertura do seminário sobre o seguro e o resseguro da actividade petrolífera, a implementação do novo modelo de co-seguro das actividades petrolíferas, em 2016, permitiu poupar ao Estado 150 milhões de dólares, representando uma redução de 60 por cento em prémios de resseguro pago face ao ano de 2015.

 

Salientou que em 2017 o mesmo modelo transitório permitiu poupar cerca de 40 por cento comparativamente ao ano de 2016, bem como visou igualmente dar resposta à obrigação legal de contratar os seguros e o resseguro nas melhores condições de qualidade e preço.

 

Acredita que, no decorrer deste ano, o novo modelo será aprovado com o objectivo de reforço das conquistas já alcançadas, que para tal serão tidas em consideração as lições recolhidas com a aplicação deste modelo, com experiencias de outros países produtores de petróleo e com um mercado de seguro em estádio de desenvolvimento comparável ao de Angola.

 

Explicou que a cobertura de riscos será complementada pela actuação da primeira empresa local de resseguros (ANGO RE), pelo que urge, por isso, oferecer coberturas de riscos a preços competitivos de mercado, ajudando o país a melhorar a sua posição externa.

 

Considerou ser importante garantir que o seguro e o resseguro, assegurem a reposição tempestiva dos valiosos activos do sector petrolífero em caso da ocorrência de um sinistro.



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