Luanda – Uma mensagem posta a circular, esta segunda-feira (15), nos grupos do whatsup, ligados ao MPLA, acusa a deputada, Tchizé dos Santos de estar “a organizar passeatas pelo país” em homenagem a paz, que no ponto de vista dos seus autores, tais iniciativas servem “para branquear a imagem e onda crítica que pairam sobre o omnipresente, infalível, incontornável e vitimizado arquitecto da paz”.

Fonte: Club-k.net

Mobilização de 3 mil  kupapatas irrita regime 

A acusação que revela desunião no seu dos camaradas, deixa subentendido a ideia de que os seus autores – não identificados – estejam a referir-se a uma passeata realizada no final de semana último na província de Benguela e que fora promovida pela Associação Jovens Unidos e Solidários (JUS). A Mega Passeata, conforme justificaram os seus promotores foi “em Alusão o Dia da Paz e em Homenagem ao Arquiteto”.

 

Irritados pela iniciativa, os mentores da acusação alegam que “Isso é sacanagem” e que “deviam deixar o homem descansar no seu cantinho, por que expo-lo permanentemente, quando o actual quadro do país não o deixa confortável. Que filha é essa????”.

 

Em reação as acusações, Tchizé Santos que se encontra no exterior do país, já respondeu esclarecendo que “não organizei e não dei dinheiro a Kupapatas” para promoverem passeatas pela paz. Por outro, aproveitou a ocasião para saudar a passeata considerando que “JES merece”.

 

“O MPLA sempre financiou homenagens ao Presidente Agostinho Neto e nunca ninguém disse que devíamos deixar o guia imortal descansar em paz.”, declarou a parlamentar deixando um recado: “Os Bajús devem parar de tentar ofuscar o nome de JES para agradar a quem incomoda que ele seja lembrado e dito. Curem-se da Dor de cotovelo e da hipocrisia, que o país é de todos”.

 

De acordo com o correspondente da emissora católica em Benguela, Zé Manuel, a passeata contou com cerca de 3 mil jovens kupapatas, para saudar o mês da paz e da juventude angolana, com t-shirts estampadas com imagem do ex-PR José Eduardo dos Santos e o slogan “arquitecto da paz”.

 

No final da passeata a organização “ofereceu” 6 mil kwanzas para cada Kupapatas, como subsídio de combustível e alimentação, num gasto acima de um milhão de kuanzas.

 

De acordo com algumas fontes, consultadas por Zé Manuel, para a decisão do asseguramento da passeata, esteve debaixo de algum impasse, entre o comando da polícia e o governo de Benguela, só desfeito, com a presença do próprio governador Rui falcão no acto de partida.

 



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