Lisboa – O antigo Chefe da Casa de Segurança do PR, o general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, foi, na semana passada, ouvido como declarante na Direcção Nacional Investigação e Acção Penal (DNIAP) da PGR, no seguimento de dois processos levantados contra a sua pessoa.

 

Fonte: Club-k.net

Segundo apurou o Club-K, o primeiro processo está relacionado a um terreno destinado a construção do novo complexo Hospitalar das Forças armadas angolanas. Até Janeiro do corrente ano, as obras estavam paradas tendo o Presidente João Lourenço intervindo - por via de um despacho - declarando a "necessidade urgente de garantir a continuidade das obras", de forma a "melhorar a assistência e acompanhamento médico aos doentes a nível do sistema de saúde pública".

 

O segundo processo, foi movido pela empresa de construção Jeosat Angola, cujo proprietário é Carlos Martins Rodrigues, implica o general no apoderamento de 750 milhões de euros destinados ao projecto de requalificação das obras do Sambizanga e Cazenga.

 

Segundo à queixa do construtor, tratou-se de uma Garantia Soberana que o então Presidente José Eduardo dos Santos, autorizou em Agosto de 2010 - a favor da JEOSAT - para construção de habitação barata e rápida e requalificar as zonas urbana de Luanda. Os fundos ficaram alocados no extinto banco BESA (agora Banco Económico), detido pelos generais Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa” e Leopoldino Fragoso do Nascimento.

 

Os colaboradores do antigo Chefe de Estado, conforme a denúncia de Carlos Rodrigues, terão se “apoderado” da Garantia Soberana dos 750 milhões de euros e fizeram levantamento deste fundo por três vezes (750 milhões euros x 3), quer dizer, levantaram cerca de 2.250.000.000,00, no câmbio do Banco Nacional de Angola.

 

Rodrigues cita os generais “Kopelipa”, Fragoso do Nascimento “Dino” e José Filomeno dos Santos como figuras que “ficaram” com os fundos que seriam para a sua empresa, razão pela qual, os dois citados municípios de Luanda nunca foram objectos de qualificação.

 


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