Lisboa – Dois altos responsáveis da Faculdade de Letra da Universidade Agostinho Neto foram suspensos no seguimento do flagrante de dois supostos estudantes terem recebido diplomas, alegadamente comprados ao preço de 3 milhões de kwanzas sem nunca terem frequentado aquela instituição de ensino académico.

Fonte: Club-k.net

Segundo apurou o Club-K, o assunto está a gerar “revolta”, uma vez que a Associação de Estudantes desta faculdade pretende que o caso seja levado ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), contrariando a posição da direção da Faculdade de Letra, que entende que o caso deve ser gerido internamente para não manchar o nome da instituição.

 

A descoberta da rede de venda diplomas, aconteceu no passado dia 26 de Abril, quando no acto da cerimonia de outorga de diploma, em Luanda, foram chamados dois supostos estudantes para receberem os seus canudos. Os dois estudantes, uma senhora e um jovem, estavam, segundo fonte do Club-K, sentados, um no lado dos finalistas do curso de língua portuguesa e outro no lado língua literatura portuguesa. Os finalistas ao ouvirem os nomes dos outorgados, alertaram ao Presidente da Associação de Estudantes, Miguel Lumbu que haviam dois supostos estudantes que eles nunca viram os seus rostos durante os anos de conclusão do curso. O líder dos estudantes por sua vez, levou o assunto junto reitoria da Universidade fazendo a denuncia que resultou na criação de uma comissão de inquérito.

 

A comissão de inquérito, por sua vez, chefiada pelo decano da faculdade de letras, Alexandre Mavungo Chicuna, certificou que o nome dos dois supostos estudantes não constava na sua base de dados de estudantes e que nunca tiveram ficha de inscrição por aquele instituição. Por conseguinte, tomou-se a decisão de se suspender o chefe do departamento dos assuntos académicos, Ábias Cuzinga Pinto tal como a secretaria do departamento de língua portuguesa, Benvinda Patrícia Aguiar.

 

Os estudantes alegam que esta medida é insuficiente e contestam o facto de o decano da faculdade de letras ser igualmente o chefe da comissão de inquérito. No entendimento dos estudantes, o decano Alexandre Mavungo Chicuna é quem assina os diplomas e por conseguinte não deveria ser ele, nem a sua “Vice”, década para os assuntos académicos Fernanda Felisberto Benedito, a terem esta missão. Exigem que estes dois também seja inquiridos. Os estudantes querem agora que o caso seja reencaminhado pelo SIC, ao invés de ser “abafado”.

 



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