Luanda - Chamo-me Júlio André Abel, o jovem na imagem, esta senhora ao lado é a minha mãe, Luísa André Quiteque. Meu pai em vida chamava-se António Filipe, simpatizante da UNITA, vivíamos nesta casa na imagem que se situa no Distrito do Rangel, Bairro da Terra Nova, Rua do Ribatejo, Casa 101.

Fonte: Club-k.net

"O senhor está  usar das suas influências para nos reprimir"

Devido os confrontos políticos em 1992 o meu pai fugiu e não teve tempo de nos levar. Eu era apenas um bebé quando a minha mãe depois de alguns dias também consegue escapar comigo no colo e mais duas irmãs, Finoca e Saní.


No mesmo ano, Francisco Damião Joaquim André, agente do SINSE, apodera-se da casa.


Quando as coisas se acalmaram já não conseguimos regressar à casa devido as ameaças de morte que o senhor Francisco fazia na minha família. Meu pai faleceu em 1999 com desgosto por não conseguir resgatar a sua casa.


Durante estes 28 anos vivemos com muitas dificuldades nas casas de renda quando temos casa própria, por isto decidimos voltar para resgata-la.


O invasor, afirma estar a pagar renda na habitação da casa 107 desde 1993 mas vive na nossa casa (101) a 28 anos e recusa se retirar. Não temos para onde ir, neste momento a minha mãe está a dormir ao relento no quintal da casa, eu tive de me refugiar na vizinhança por que o senhor está mais uma vez usar das suas influências para nos reprimir.


Fiquei retido com o meu primo Pedro Dos Santos Cunha durante mais de 4 horas na esquadra do CTT por mostrar resistência em resgatar o que é nosso por direito.


Tenho todos documentos que prova que a casa pertence ao meu pai. A Habitação, a Administração e a Polícia durante numa reunião que tivemos na administração com ambas as partes reconheceram que a casa pertence ao meu pai, mesmo assim estamos a ser pressionados e ameaçados de prisão por lutar por aquilo que nos pertence.

 



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