Luanda - No ano em que comemora dez anos, o consórcio africano Afrobarómetro inclui pela primeira vez Angola no grupo de países africanos com ambiente político passível de participar em estudos de opinião sobre democracia e governação credíveis a nível internacional

Fonte: Expresso

Até aqui, Angola não preenchia os requisitos para pertencer ao Afrobaremeter, o maior e mais prestigiado consórcio de estudos de opinião pública em África, porém a realidade política do atual Governo liderado por João Lourenço permitiu que o país entrasse para a rede.

 

Qual é a opinião dos angolanos sobre democracia? Em quem confiam mais, na polícia? Nos sobas? Na Assembleia Nacional ou no Presidente da República? As respostas a perguntas, como estas vão passar a ser estatisticamente validadas e os resultados vão poder ser comparados com os dos restantes países do continente.

 

O consórcio (www.afrobarometer.org) tem parceiros nacionais que são escolhidos por concurso e, desta vez, considerou que Angola "já cumpria os critérios para ser parceiro, tendo em conta a abertura política que se regista, o que favorece maior liberdade de expressão aos cidadãos", como se lê no comunicado à imprensa.

 

A Ovilongwa Consulting é a empresa angolana fundada por quatro jovens académicos do país que ganhou o concurso ao provar ter experiência suficiente na recolha e análise de dados estatísticos. Os parceiros angolanos do consórcio internacional são Carlos Pacatolo (politólogo), David Boio (sociólogo), Avelino Kiampuku (economista) e José Pedro (politólogo). A empresa conta também com a colaboração de dois consultores seniores internacionais, Elisabete Azevedo-Harman, politóloga, e João António, Psicólogo Social.

 

O Afrobarómetro é uma organização não governamental fundada no Gana em 1999 e é hoje responsável pela realização de estudos de opinião sobre democracia e boa governação em mais de 35 países africanos. Os dados obtidos pela rede são usados por organizações como a Fundação Mo Ibrahim, que através deles apura o estado da boa governação em África.


A empresa vai proceder em 2019 à primeira pesquisa de opinião sob a nova chancela com entrevistas presenciais em língua portuguesa, e em línguas nacionais, de acordo com os critérios do Afrobarómetro. Estas vão decorrer em todas as províncias do país.


Além de incluir Angola no espaço alargado dos estudos de opinião sobre o continente, e de assim se obter um conhecimento rigoroso do que pensam os angolanos sobre os temas a estudar, esta será também uma oportunidade para jovens estudantes participarem como inquiridores.

 



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