Lisboa - Alcides Sakala Simões, umas das figuras mais emblemática da diplomacia da UNITA, ao tempo de Jonas Savimbi, defendeu com esta terça-feira (25), Universidade de Évora, em Portugal a sua dissertação de mestrado subordinada ao tema “A Construção do Estado Nação em África-O Caso Angolano”. O corpo de jurado o aprovou com a distinção de 17 valores.

Fonte: Club-k.net

Sakala faz parte de guerrilheiros da UNITA que quando regressou das matas, após a morte de Jonas Savimbi, colocou as botas militares de lado, e ao invés de passar as noites a ver novelas brasileiras optou por estudar de noite na Universidade Lusíadas de Angola. Juntou a experiência com a teoria e passado 5 anos (sem reprovação) veio a sair se como um dos melhores alunos do curso de relações internacionais. De seguida, foi convidado a dar aulas na mesma universidade.

 

Nascido na Missão Evangélica do Chilume a 23 de Dezembro de 1953, Sakala fez os estudos primários no Bailundo e os estudos liceais na outrora cidade de Nova Lisboa, hoje Huambo. Nesta cidade, ingressou na UNITA, em Dezembro de 1974, tendo dois anos mais tarde integrado a coluna do falecido Jonas Savimbi.

 

Fez parte da missão externa da UNITA cuja estreia na diplomacia começou nos Estados Unidos da América ao lado de Jeremias Kalandula Chitunda (de que foi adjunto) e de Alfredo Kakunda “Comigo” antigo director do Gabinete de Jonas Savimbi.

 

Como diplomata da antiga guerrilha, Alcides Sakala representou o seu movimento em países como Portugal, Bélgica, e pela Alemanha, onde o seu dinamismo é estimado pelos Alemães. Usava passaporte Marroquino com o nome de Faraji Salem, na altura com a patente militar de major.

 

Em 1995, encontrava-se como representante em Bruxelas, quando por ocasião do 8º Congresso da UNITA, foi nomeado secretário dos Negócios Estrangeiros dessa organização política, e não mais saiu das matas após o fim do conflito armado. Porém, seria em 2002, após a realização do 9º Congresso, que fora nomeado secretário para a Função Pública, sendo actualmente deputado à Assembleia Nacional de Angola.

 

Tem sido citado como a figura a quem uma corrente interna da UNITA conotada a Isaías Samakuva fazia gosto de o ver a entrar na disputa para sucessão presidencial ao lado de Adalberto da Costa Júnior, Lukamba Paulo “Gato”, Kamalata Numa, José Pedro Katchiungo, ou de Rafael Massanga Savimbi.

 



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