Huambo - A Associação Autónoma Rodoviária de Angola, organização não governamental de defesa de direitos humanos, segurança rodoviária, saúde pública e ambiente, acusou na semana finda o partido MPLA no Huambo de violar os direitos de automobilistas e motociclistas. No cerne da questão, está a interdição da via adjacente ao comité Provincial do partido no poder na cidade Baixa, cuja circulação é exclusivamente permitida aos membros do MPLA e governantes.

Fonte: Club-k.net

A interdição que se regista a mais de seis anos, é mantida permanentemente por via de cones para evitar que cidadãos comuns façam uso da referida via. Na nota endereçada ao comandante provincial da polícia nacional com conhecimento da secretária Provincial Joana Lina, que tivemos acesso, evocando os atropelos a constituição da Republica de Angola e do código de estrada em vigor, a Ong, pede ao comandante que por via da DPVT e polícia da ordem pública, organismos de sua dependência hierárquica, sejam removidos os cones de forma a devolver a livre circulação de pessoas e bens no local.


No documento, a organização, alerta ao MPLA sobre responsabilidade de possível anarquia que pode instalar-se na cidade caso outros partidos decidam partilhar o mau exemplo de encerrar ilegalmente as ruas nas zonas de localização dos seus comités, tendo em conta a igualdade de direitos que a constituição confere aos mesmos.


Ainda de acordo a mesma carta, o partido MPLA é acusado de violar os direitos humanos pelo facto de privar aos cidadãos o uso da estrada que é um bem do estado e do domínio público.


Em 2014 a AARA, viveu momentos de dissabores, por ter exigido ao governo local, a sinalização da estrada que dá acesso ao aeroporto Albano Machado, uma das vias mais movimentadas do Huambo principalmente por crianças, algo que as autoridades recusavam fazer alegando a categoria de estrada protocolar devido as caravanas de governantes que circulavam na mesma em direcção ao aeroporto e vice-versa. Batalha que terminou em finais de 2016 com a sinalização da mesma.


A decisão da solicitação da abertura estrada próxima ao comité do MPLA pela AARA, é resultado de uma carta de automobilistas e kupapatas endereçada a ong, que enfrentam constrangimentos no trânsito e sentem-se enganados por pagarem taxas de circulação para uma via que não é acessível.



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