Luanda - O empresário e banqueiro Álvaro Madaleno Sobrinho recuou na decisão de abandonar o cargo de presidente do conselho de administração do Banco Valor, seis meses depois de anunciar, em carta, a saída da gestão da liderança da instituição bancária. Com o recuo de Álvaro Sobrinho, o anterior PCA, Generoso de Almeida, baixa para administrador não-executivo, ficando a gestão corrente confiada a três administradores executivos.

Fonte: Valor Económico

O VALOR, através de uma fonte da administração, sabe que vai presidir à comissão executiva José Manuel Ferreira Pinto, suportado pelos administradores executivos Gonçalo Madaleno, filho de Álvaro Sobrinho, e Francisco Marcos Ngola. O banco não fez qualquer comunicação institucional interna, nem à imprensa, para “prevenir eventual reacção do regulador que contrarie as expectactivas dos interessados na nomeação de Álvaro Sobrinho”, segundo o membro da administração que pediu para não ser citado.


A primeira vez que Álvaro Sobrinho foi integrado nos órgãos sociais do banco, a 31 de Outubro de 2018, o processo não andou. Quem anunciou o seu regresso na altura foi o então PCA, Generoso de Almeida. Figuras bem posicionadas da alta finança associaram a recusa na validação do regresso de Sobrinho aos variados processos-crime em que o gestor era citado, de Portugal às Ilhas Maurícias, além do dossier BESA, em Luanda.

 

O banco central lembrava, em Abril, através do vice-governador Rui Minguês de Oliveira, que ainda não se tinha pronunciado sobre “quaisquer pretensões” de Álvaro Sobrinho em regressar à gestão do Banco Valor. Rui Minguês garantia que o processo de avaliação do regresso do banqueiro, que fundou a sucursal do Banco Espírito Santo na capital angolana, não estava fechado, e prometia tornar pública qualquer alteração no processo pelos canais de comunicacão do BNA.


O VALOR questionou o gabinete de comunicação institucional do BNA sobre o regresso do gestor e a eventualidade de os accionistas terem enviado carta àquele órgão para o registo de Álvaro Sobrinho, mas até ao fecho desta edição não obteve resposta.

 



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