Luanda - Os gatos sempre foram muito referenciados na cultura popular. Dentre os antigos povos que reverenciavam os gatos destacam-se as civilizações egípcia, birmanesa, celta, latina, nórdica e persa... e acho que político-angolana também. Vou já explicar porquê.

Fonte: Club-k.net

De acordo com um mito existente em diversas culturas, os gatos possuem sete ou nove vidas. Esta lenda surgiu em decorrência da habilidade que esses felinos possuem para escapar de situações que envolvam riscos à sua vida. É o único que mia, até agora, logo só pode ser gato. Todos os outros seres que o fazem é por pura imitação e não por características nativas.

Para quem ama gatos obviamente que vive atento para evitar que alguém atire o pau nele causando a admiração da Dona Chica e fazendo com que a mesma chame a polícia por causa do berro que ele supostamente possa dar. Nos tempos hodiernos já há uma lei que defende os animais e com pena grave para quem atentar sobre eles sem justa causa ou coisa parecida.


Sempre fui apologista que várias cabeças em conformidade num único ponto de vista têm a capacidade de resolver assuntos e situações em prol de um bem comum. Nos novos moldes de fazer política que estamos a viver nos hodiernos almejei ver alguém de um partido político com ambições claras de atingir a presidência da república, a juntar-se ao seu “opositor” e desta como conselheiro do mesmo. Confesso que estupefacto ficamos, eu e mais alguns nacionais, apesar de ser um facto que muitos se calhar auguravam.


Mas estou um pouco preocupado. Um dos pontos da agenda política do Almirante consiste em “fazer lembrar” a conversa do repatriamento de capitais ao presidente da república. Isto, eu considero um teste às 7 ou 9 vidas que o mesmo tem. Assunto que tem estado a tirar o sono ao tio João Lourenço e outros seres anexos ao sistema político.


Cá na banda o gato preto é um animal tido e tratado por muitos como o próprio feiticeiro. O miar de um gato no calar da noite, por cima de um telhado qualquer, em zonas onde a superstição coabita com o pacato cidadão, tem arrepiado muito boa gente. Esperam-se miados políticos insistentes capazes de fazer mudar algum ponto de vista tido como descabido por quem sofre na pele algumas decisões que beiram ao absurdo. Mas e se o tio João sentir-se muito ameaçado?

Não o vai colocar à disposição daqueles que adoram atirar o pau ao gato? Serão as “7 vidas” que possui suficientes para aguentar o encargo a que foi chamado? Como almirante que é, um órgão soberano das forças armadas, se estiver a tecer considerações sobre o estado da nação e não for ouvido, será que vai activar o poder natural, que é miar para tudo quanto é canto do palácio?
Estamos expectantes para que a nova tarefa a que foi chamado o Almirante Miau traga frutos para o bem do país e que a missão não seja apenas andar atrás de ratos que culpa alguma neste imbróglio têm.


A ver vamos, com os problemas que este país tem, com quantas vidas por miar ele vai sair do tecto... Quero dizer, da República.

 



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