Luanda - Por ocasião da celebração do Vigésimo Oitavo Aniversário das Forças Armadas Angolanas, que se assinala hoje, dirijo a presente mensagem a todos os oficiais generais e almirantes, aos oficiais, sargentos, praças e trabalhadores civis, felicitando-os calorosamente por esta importante data, que se enquadra nos anais da nossa História recente como expressão mais alta da determinação do nosso Povo na luta pela Paz, Unidade e Reconciliação nacional.

Fonte: PR

Criadas nos primórdios da década de noventa, altura em que o contexto geopolítico internacional era marcado pelos resquícios da «Guerra Fria» entre as grandes potências mundiais e pelo emergir de novos actores, as Forças Armadas Angolanas foram capazes de ultrapassar momentos de crise e de profunda desconfiança entre as partes signatárias dos Acordos de Paz, reorganizando a sua estrutura e sistema de forças com a celeridade que se impunha, adaptando-as às difíceis circunstâncias que o país então vivia.


Graças ao heroísmo, firmeza e determinação dos nossos bravos combatentes, muitos dos quais tombaram nas frentes de combate na defesa dos superiores interesses da nação angolana, esta grande batalha pela Paz e o Progresso Social foi vencida, e hoje, as nossas Forças Armadas constituem, por mérito próprio, um orgulho para todo o nosso Povo, de Cabinda ao Cunene.


Pela brilhante trajectória percorrida, os nossos militares representam, nos tempos actuais, a expressão mais sublime da verdadeira unidade e reconciliação nacional onde todas as diferenças se esbatem.


Entretanto, as transformações ocorridas nos últimos tempos no cenário político regional e internacional colocam novos desafios consubstanciados fundamentalmente nas operações de manutenção da paz e de apoio humanitário às populações carentes, sem desprimor pela garantia da defesa da integridade do solo pátrio contra potenciais riscos e ameaças.


Por esta razão, não obstante as limitações com que o país se debate em consequência de factores sobejamente conhecidos, aproveito esta ocasião festiva para reafirmar o propósito do Governo angolano no quadro do Programa de Reestruturação das FAA em continuar a apetrechá-las com meios técnicos e equipamentos modernos que lhes permitam manter a sua permanente prontidão operacional.


Paralelamente a este esforço, a formação de especialistas a todos os níveis, o melhoramento das condições de vida e de trabalho dos quadros de comando e chefia e das tropas em geral, vão igualmente continuar no centro das prioridades dos órgãos competentes.


Aproveito a ocasião para render uma profunda homenagem de respeito, admiração e apreço a todos os militares que, ao serviço das FAA, deram o melhor de si, consentindo sacrifícios, muitos dos quais da própria vida, pela causa dos valores mais nobres do Povo Angolano.


Reitero nesta data as minhas vivas felicitações aos bravos militares e trabalhadores civis das Forças Armadas Angolanas, augurando muita saúde e firmeza, com a plena certeza de que saberão honrar a confiança depositada, mantendo-se permanentemente à altura da missão que lhes foi incumbida pois, a Pátria, aos seus filhos não implora, ordena!

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA E COMANDANTE-EM-CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS ANGOLANAS

JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO

 



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