Washington - Um grupo de empresários ligados ao Comitê Central do MPLA está em vias de adquirir 25% das participações da UNITEL, até então pertencentes a multinacional luso-brasileira OI, que atua no ramo das telecomunicações e tecnologias de informação. O grupo composto por quatro empresários angolanos  está constituído em forma de uma consorcio na qual está também um “testa de ferro” com acesso ao palácio presidencial.

Fonte: Club-k.net

PR a caminho da Rússia para fechar acordo 

As negociações, segundo apurou o Club-K, começaram desde Julho/Agosto passado,  sendo que o consorcio de empresários angolanos efectuará a compra da participação da OI por via de um empréstimo da Sonangol. O empréstimo será concretizado por via de uma garantia de 1, 3 bilhões de dólares americanos na qual a petrolífera estatal irá pagar através de um carregamento de petróleo envolvendo o banco russo Sbersbank.


No passado mês de Agosto, o ministro das relações exteriores, Manuel Domingos Augusto citado como parte interessada no processo negocial esteve na Rússia para contactos com responsáveis do banco russo Sbersbank, a entidade financeira que irá disponibilizar os fundos para se efectuar o pagamento a multinacional luso-brasileira OI. Nos próximos dias, o Presidente da República, João Lourenço será aguardado na cidade russa de  Sotchi, para dar a bênção a operação da compra das ações da OI, na UNITEL.


Há a expectativa de que a venda da participação da Oi na Unitel seja anunciada em breve. O comprador deve ser mesmo a petroleira angolana Sonangol, uma vez que outra potencial compradora, Isabel dos Santos, fez oferta mais baixa pelo ativo”, escreveu há dois meses o portal brasileiro “Telesintese”.


A Unitel é desde a sua fundação  detida pelas empresas PT (OI), Mercury (MS Telecom, filiada da Sonangol), Vidatel (Isabel dos Santos) e Geny (Leopoldino Fragoso do Nascimento), todas com igual participação accionista de 25%.

 

De acordo com pesquisas, as autoridades angolanas preveem até próximo ano passar as acções da Mercury (MS Telecom) na UNITEL para privados no quadro do processo de privatização que o governo leva a cabo. Depois desta operação, o grupo de empresários ligados ao circulo presidencial deverá ter o controlo de 50% das ações na UNITEL assinalando-se, assim, o fim da influencia de outros dois sócios, Leopoldino Fragoso do Nascimento e Isabel José dos Santos.

 

A UNITEL tem agendado, para próximo mês,   uma reunião da mesa de Assembleia de membros na qual será apresentado  o  novo grupo  acionista  que irá substituir  a  luso brasileira OI.


Segundo estimativas, a compra das ações da OI por parte do grupo de empresários angolanos recorrendo a fundos públicos, poderá gerar constrangimento as autoridades, uma vez que a operação está a ser feita com recurso a fundos públicos, da Sonangol. Por outro lado, personalidades que acompanham o processo, alegam tratar-se de uma estratégia do governo de João Lourenço em ter o controlo da maior empresa privada de telecomunicações do país.



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