Luanda -  Meu irmão (na foto), escrevo-te estes pequenos parágrafos meio que na diagonal e sem pensar realmente o que estou a sentir, pois sei que se fosse esmiuçar o que sinto, não aguentaria. Escrevo-te porque quis honrar hoje, o irmão amigo, companheiro e presente que sempre me foste. Não te poderia eu faltar agora.

Fonte: Club-k.net


Escrevo-te, para deixar dito e marcado para sempre aqui, por aqueles que aqui estão e por ti, que sei que nos ouves e guardas, que te amei como amo poucas pessoas neste mundo. Que a nossa relação, de pica e assopra, de chato e chata de irmãos amigos, carregarei para sempre, com carinho, amor e lembranças apenas felizes.


Estou desolada por saber que aquele que dividia comigo a frente de força, a liderança, o controle, se foi. Aquele que tal como eu era o protector e que nunca mostrava fraqueza, nem física nem outra qualquer, me deixou. Tento pensar que quando me ligaste a dizer que virias apagar as velas comigo, estavas a dizer-me que pra sempre comigo continuarias. E que agora assumo eu sozinha a frente dos manos, mas que comigo tu sempre continuarás.

Agradeço-te, por teres abraçado a minha mãe, e indiferente de todas as questões, que pudessem haver, teres permitido que criassem uma relação tão bonita tendo acabado por lhe teres como tua também.


As palavras, profundas e dolorosas que o nosso pai te escreveu, mostram, o orgulho tremendo que ele sempre te teve, e o vazio enorme que deixarás em seu peito.


Foi tudo tão inesperado e prematuro por isso dói tanto de aceitar. Destrói-me saber, que o coração que te fez parar de fazer o que mais amavas, que te tirou dos campos, foi o coração que te atraiçoou e te levou para longe de nós. Mas conforto-me na certeza de teres sido muito feliz e completo enquanto cá estiveste, enquanto filho, irmão, pai e profissional.


Olha por nós, por todos. Pelos nossos irmãos, por mim, tua única como orgulhoso dizias e também pela Ana que sei que também era uma irmã para ti. Olha pelo Pai, pela Tia Etna. Não te preocupes, que eu cuidarei da Íris e da Ivana. Que o Nosso Senhor, que Jesus Cristo, a avó Idalina, a tua querida mãe de quem sentias tanta falta e todos te recebam agora, que te deixamos repousar na tua última morada e que Descanses em Paz meu irmão.

Da tua para sempre, Irmanita
Rita Cerqueira Chindondo



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