Luanda - O primeiro-ministro sombra da UNITA, Raul Danda, disse hoje, quarta-feira, 02, que o seu partido está disposto a receber o ex-militante Abel Chivukuvuku desde que este manifesto interesse em regressar na organização onde militou 30 anos.

Fonte: NJ

"A UNITA não fecha portas a ninguém. No caso do militante Abel Chivukuvvuku, ele é filho da casa e se assista a regressar é bem-vindo", disse ao Novo Jornal o também deputado à Assembleia.

 

Raul Danda lamentou a postura do Tribunal Constitucional (TC), que consecutivamente vem inviabilizando a legalização da comissão instaladora do PRA-JA Servir Angola, o novo projecgto político de Abel Chivukuvuku.

 

"Não há diferença entre a administração do ex-presidente, José Eduardo dos Santos e do atual, João Lourenço. Nada mudou, a tendência é sempre de destruir o protagonismo político da condição", acrescentou.

 

O ministro sombrada UNITA afirmou que continua ainda a não existir uma separação nítida entre o partido no poder em Angola e Estado.

 

"A partidarização do Estado tem sido denunciada pelos partidos da repartição, instituições religiosas e organizações não-governamentais. Mas a prática-se na administração do atual Presidente", referiu.

 

Abel prepara o terreno para o regresso?

 

Abel Chivukuvuku disse na terça-feira que pode ingressar em qualquer força política, incluindo a UNITA, partido em que militou por 30 anos, mas nunca no partido que governa Angola desde 1975, o MPLA, que considerou estar persegui-lo por causa da forma como o seu projecto PRA-JA Servir Angola foi travado no Tribunal Constitucional.

 

O coordenador do projecto Político PRA-JA Servir Angola deixou a sentido, em entrevista à Rádio Ecclesia, que tem as portas fechadas para o MPLA e que existe aberto para qualquer outro partido político, o que já tinha noticiado pelo Novo Jornal, admitindo mesmo apoiar uma candidatura incluída da atribuição, tendo a ideia sido bem acolhida quer pela UNITA, quer pela CASA-CE.

 

"Não fecho portas a ninguém, inclusive à UNITA, menos ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA)", disse Chivukuvuku quando questionado se regressaria ao partido do "Galo Negro".

 

Durante uma entrevista à Rádio Ecclesia, Abel Chivukuvuku disse que em 1991, aquando da abertura ao pluralismo político no País, o MPLA facilitou o surgimento de vários partidos políticos onde cada comissão de instalação recebia 50 mil dólares porque na altura o MPLA tinha da UNITA e necessidade que houvesse muitos partidos para diluir a força do "Galo Negro".

 

"Depois de algum tempo houve alteração da Lei dos partidos políticos para tentar fechar. Foi assim que o MPLA extinguiu vários partidos, com uma determinação de que o partido que concorre às vantagens, e não obtém 0,5 por cento de votos também é extinto ", disse, recordando que em 2012 e 2017 fez" história na CASA-CE "e foi" um fenómeno político "que" ficou provado ", deixando de entender que o MPLA teme o regresso desse" fenómeno ".

 

Questionado se confia nas pessoas com quem trabalha depois do que viveu na Coligação - CASA-CE, agora no processo PRA-JA Servir Angola, Chivukuvuku não respondeu, mas assegurou que os seus companheiros estão a sofrer com o "chumbo" do PRA-JA pelo Tribunal Constitucional.

 

Falando sobe o País, Abel Chivukuvuku disse, ainda na entrevista à Ecclesia, que, do ponto de vista social, os angolanos recuaram muito na qualidade de vida e que tecnicamente a classe média, que já estava a surgir desde 2004 a 2013, saiu de exista em Angola.

 

Recorde-se que na última quinta-feira (27), o Tribunal Constitucional rejeitou, em Despacho, o recurso extraordinário interposto pelo mandatário do coordenador da comissão instaladora do PRA-JA Angola - Servir Angola, Abel Chivukuvuku.

 

Com este indeferimento definitivo, o PRA-JA será extinto e os seus membros impedidos de formar um novo partido nos próximos quatro anos.

 

No acórdão, o TC justifica a rejeição do recurso extraordinário de inconstitucionalidade, com o facto de algumas assinaturas de cidadãos não estarem em conformidade com que constam nas cópias dos seus bilhetes de identidade.

 

No Despacho de Rejeição, o Tribunal esclareceu que, após verificação do último recurso apresentado pelo PRA-JA, convida o mandatário da formação política, Alberto Uaca, para aperfeiçoar, no prazo de cinco dias, o requerimento apresentado, clarificando o tipo de acção que pretendia e juntar os documentos que achava relevantes e necessários.

 

O mandatário do PRA-JA Servir Angola, segundo o Tribunal Constitucional, ao corrigir de aperfeiçoar o requerimento, esclareceu que se tratava de um recurso extraordinário de inconstitucionalidade.

 

Ainda segundo o Despacho, o TC informou que só podem ser objecto de recursos extraordinários de inconstitucionalidade como sentenças dos demais tribunais que contenham fundamentos de direito e decisões que contrariem princípios, direitos, liberdades e garantias cumpridos na Constituição.

 

O pedido do tribunal superior requerimento de aperfeiçoamento, o e a causa necessária pelo PRA-JA só poderia inserir-se no capítulo sobre processos relativos a partidos políticos e coligações da Lei dos Partidos Políticos.

 



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