Luanda - O representante do Banco Mundial em Angola afirmou hoje que a instituição financeira apoia o Governo angolano no "reperfilamento da dívida" para que seja "sustentável" e quer ser um parceiro sobretudo nos setores sociais.

Fonte: Lusa

"Estamos juntos com o governo de Angola para o que chamamos de reperfilamento da dívida, ou seja, gerir a dívida de modo a que seja sustentável", afirmou Jean-Christophe Carret à saída de um encontro em Luanda com a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, e com a ministra das Finanças, Vera Daves.

O responsável sublinhou que tanto o Banco Mundial como o Fundo Monetário Internacional (FMI) fizeram parte das discussões que levaram à iniciativa de suspensão da dívida no âmbito do G20.

O novo diretor regional do Banco Mundial para África iniciou na segunda-feira a sua primeira missão a Angola, tendo previstos vários encontros com os departamentos ministeriais com o objetivo de passar em revista os diversos projetos desenvolvidos em parceria com a instituição.

Na mesma ocasião, Vera Daves explicou que o objetivo das reuniões é pôr o novo representante a par dos projetos em curso e dar a conhecer os principais constrangimentos associados e qual a visão de futuro para a parceria entre o Governo de Angola e o Banco Mundial.

"As reuniões têm corrido bem e, no final do ciclo, será feito um balanço para sistematizar tudo o que foi discutido e preparar a estratégia do futuro para a cooperação", frisou.

Jean-Christophe Carret adiantou que "o mais importante" é tentar perceber como o Banco Mundial pode ser um parceiro do executivo de Angola para enfrentar os desafios, em particular nos setores sociais: educação, saúde e proteção social, temas que foram hoje discutidos com a ministra Carolina Cerqueira.

"Pensamos que estes são setores importantes em especial no contexto da pandemia. As pessoas, em especial os mais pobres precisam de ser protegidos, precisamos de proteger as suas vidas e os seus modos de vida", salientou.

O responsável do Banco Mundial realçou o programa de proteção social Kwenda, no âmbito do qual é transferido dinheiro para as famílias mais vulneráveis e conta com um financiamento de 273 milhões de euros, a educação das raparigas e os problemas da malnutrição.

O representante do Banco Mundial substitui Abdoulaye Seck e passa a responder por Angola, São Tomé e Príncipe, Burundi e República Democrática do Congo.

 



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