Luanda – A arena política angolana está em via de ganhar mais uma formação. Trata-se do “Partido Humanista de Angola” que, provavelmente, será liderada pela jornalista e jurista Florbela Malaquias. A coordenação do referido partido já manifestou os seus intentos junto ao Tribunal Constitucional para a constituição da Comissão Instaladora. 

 

Fonte: Club-k.net

Fb.jpg - 77,59 kBCuriosamente, foi em Novembro último que Florbela Malaquias publicou o seu livro intitulado "Heroínas da Dignidade", em Luanda, em homenagem às mulheres sofridas da Jamba, antigo bastião da UNITA, na época do conflito armado em Angola. Agora, no mesmo mês, anuncia a criação do Partido Humanista de Angola.

 

O Partido Humanista de Angola tem como pretensão, defender o desenvolvimento económico-social integrado e distributivo, em que todos beneficiem das riquezas do país e dos serviços de saúde, educação e justiça de qualidade, colocando o ser humano como valor e preocupação central.

 

Segundo o seu programa político, em posse do Club-K, apresentado junto ao Tribunal Constitucional, o PHA almeja humanizar a política e fazer da democracia um modo de actuação e expressão quotidianas dos cidadãos, por meio da participação nas decisões que os afectam.

 

“A democracia é o regime político que reconhece no povo a única fonte de poder, por eleição dos órgãos legislativos e administrativos, assim como o controlo público da gestão estatal”, lê-se no documento. 

 

Os humanistas defendem, no programa, que o humanismo é o único modo de preservar a democracia. “Os pontos deste programa são as bases gerais para transformar a ordem jurídica que faz do inferno dos pobres o paraíso dos ricos”, lê-se no documento.    

 

O programa do Partido Humanista de Angola é um documento em construção, aberto a todas as propostas que contribuam para a nova sociabilidade de humanismo e democracia, contando “com o apoio de todos angolanos para, juntos, edificar  uma sociedade de complementaridade contra a subordinação; de humanismo contra a indiferença, onde sejamos capazes de vencer dualismos, negar oposições, somar forças, unir conceitos, quebrar paradigmas e fazer a roda da história andar.”  

 

Florbela Malaquias nasceu a 26 de Janeiro de 1959, na província do Moxico, licenciou-se em Direito, pela Universidade Agostinho Neto (UAN). Mestre em Ciências Jurídicas Co-empresariais, Florbela Malaquias foi militar das antigas FALA, braço armado da UNITA na época do conflito armado, tendo chegado à patente de capitã.

 

Nos últimos anos, Florbela Malaquias chegou a ocupar o cargo de administradora executiva da Rádio Nacional de Angola (RNA).



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: