Lisboa – Um funcionário de recrutamento local,   afecto ao Consulado Geral de Angola em Lisboa, encontra-se “afastado” por alegadas suspeitas de ser colaborador da UNITA, o maior partido da oposição angolana. Há poucos dias, a advogada do consulado Maria Emília Raposo, telefonou ao advogado de Admar Baptista informando que o Cônsul Narciso do Espírito Santo Júnior,  não o quer mais ver nas instalações do Consulado por pesar contra si, “um processo político  contra o  MPLA”.

Fonte: Club-k.net

Advogada diz serem ordens do ministro 

Suspenso há 8 meses, Admar Baptista recebeu recentemente uma carta informando-o que até dia 12 de Janeiro, será o seu último dia de trabalho por rescisão do contrato.  A sua defesa, adverte que segundo a lei portuguesa (artigos 328 e 329 da lei geral de Trabalho de Portugal), um funcionário só pode ser despedido depois de três processos disciplinares. Desde que foi “suspenso”, Admar Baptista nunca foi ouvido, nem sequer foi lhe aberto um processo disciplinar.


Segundo constatação, a sua defesa revela-se indignada por terem sido informados que sobre o mesmo pesa um processo de “motivações políticas contra o MPLA”, por haver suspeitas de o mesmo ser um colaborador do partido UNITA.


Na falta de base legal para o despedimento do funcionário, o Consulado de Angola em Lisboa,  alega que o mesmo está abrangido na  política de redimensionamento orientada pelo ministro das relações exteriores, Tête Antônio, que visa reduzir os quadros nas missões diplomáticas. O Consulado de Angola em Lisboa, é até ao momento o único posto consular que está a realizar  polêmicos despedimentos gerando suspeitas de que o Cônsul esteja a usar está metida para retaliar funcionários que não são da sua confiança.


Apesar das alegadas acusações “politicas” que pensam sobre Admar Baptista, fontes que acompanham o assunto disseram ao Club-K, que o mesmo deixou de ter boas relações com o Cônsul Narciso do Espírito Santo Júnior,  depois de ter havido  intrigas  insinuando que certa vez, o funcionário, em momento de convívio  com os colegas, havia imitado a forma como  o seu superior se expressa  em português. A informação foi relatada ao Cônsul e desde então este passou a ter  atitudes de reservas para com o funcionário. 


Há poucos semanas, Admar Baptista, tentou sem sucesso, fazer ponte  para ser ouvido por uma delegação do MIREX enviada a Lisboa para apurar eventuais atropelos do Cônsul Narciso do Espírito Santo Júnior. Fez parte da delegação despachada a Lisboa, a nova directora-geral adjunta do Instituto das Comunidades Angolanas no Exterior e Serviços Consulares, Maria Filomena do Rosário Neto Antônio.

 

 

 



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