Lisboa - Luyana Ginga Sakaita Savimbi, uma das filhas do malogrado líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi, manifestou desagrado com as nomeações efetuadas esta semana na direção do maior partido da oposição.

Fonte: Club-k.net

Na noite do dia em que foram anunciadas as nomeações, Ginga Savimbi recorreu a sua conta do facebook, para anunciar passaria a responder apenas pela sociedade civil apesar de ser uma filha da UNITA. O seu comentário foi interpretado como uma ameaça de distanciamento ao seu partido. De acordo com fontes partidárias, os seus familiares a terão e a convenceram a apagar o que havia escrito.

 

Não tardou, alguns medias atentos, começaram a anunciar a sua desvinculação, ao que ela refez-se do que havia anunciado justificando que a sua conta no facebook, fora invadida por piratas informáticos.

 

A ocupar desde 2019, o cargo de de diretora para os assuntos acadêmicos da UNITA, a jovem Ginga Sakaita Savimbi, é citada, por fontes partidárias, como tendo se sentido preterida em relação a uma outra colega, Ariane Nhany, que foi nomeada secretaria adjunta da Juventude Revolucionária de Angola (JURA). Ginga almejava tal posição, o que no seu entender, seria um caminho garantido para ter acesso as listas de candidatos a deputados pela UNITA as futuras eleições gerais de 2022.

 

Apesar de o seu nome nunca ter sido ventilado para substituir Sandra Domingos Oliveira, como segunda figura da alta hierarquia da JURA, fontes do “Galo Negro”, disseram ao Club-K, que a Ginga Savimbi encontra-se em desvantagem acadêmica e política em relação a recém nomeada Ariane Nhany, que é engenheira química e com uma carreira voltada a liderança em associações estudantis. Ao terminar a formação, Ariane Nhany, beneficiou do prestigiado programa de bolsa de estudos, fulbright, cedido pelo Departamento de Estado Norte Americano, o que lhe adiciona um certo prestigio no interior da juventude da UNITA.

 

Os secretários gerais adjuntos da JURA, são nomeados em congresso, contudo, a alinha (f), do artigo 47, dos estatutos dá abertura ao Presidente de preencher a vaga do Secretario Adjunto da juventude, no caso de haver movimentação na hierarquia da organização. Apenas o Secretario Geral que deve ser eleito em congresso.

 



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