Luanda - O diplomata Sebastião da Silva Isata consta de uma lista de figuras na qual entidades angolanas tem identificado como tendo aptidões determinantes para a pasta das relações exteriores, favoráveis para render Téte António, nas próximas remodelações ministeriais. A nível da cúpula da bancada parlamentar do MPLA, a preferencia recai para a embaixadora Josefina Perpétua Peres Domingos Pitra Diakité.

Fonte: Club-knet

Nascido no Uíge, Sebastião da Silva Isata exerce atualmente as funções de presidente da Comissão do Direito Internacional da União Africana. É formado em direito em Cuba e detém um mestrado em Relações Internacionais feito nos Estados Unidos. No passado já exerceu as funções de vice-ministro das Relações Exteriores, tendo depois se dedicado a academia.

 

Josefina Perpétua Peres Domingos Pitra Diakité, a favorita da ala parlamentar do MPLA, é uma prestigiada diplomata que já exerceu cargos de direção no MIREX e de embaixadora de Angola na Suécia, nos Estados Unidos, e África do Sul. Em 2017, o seu nome esteve na linha de sucessão ao cargo de chefe da diplomacia tendo sido chamada de Pretória a Luanda para integrar as listas de deputados do MPLA. Ao ser eleita como deputada foi indicada como presidente da 3ª Comissão da Assembleia Nacional que trata de questões sobre Relações Exteriores, Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas no Estrangeiro. Nas remodelações após as últimas eleições, a preferência recaiu para Manuel Domingos Augusto.

 

A “urgência” que as autoridades se aplicam na nomeação de um novo chefe da diplomacia é associada a letargia identificada em Téte António que desde a saída de Manuel Augusto tem se revelado com dificuldades em se afirmar na gestão do ministério das relações exteriores.

 

Apesar de se reconhecer no mesmo humildade, sobretudo no trato humano, o ministro Téte António tem sido referenciado como “lento” a tratar questões no aparelho ministerial. Em finais do ano passado funcionários do consulado de Angola em Lisboa viram-se obrigados a recorrer diretamente a assessoria diplomática da Presidência da República por o ministro revelar-se incompetente em “travar” o Cônsul-Geral Narciso Espírito Santo Júnior devido a amizade que os une.

 



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