Joanesburgo -  Arlindo Chenda Pena foi um guerrilheiro que passou a ser apelidado por “Ben Ben” em  homenagem ao líder revolucionário argelino, Ahmed Ben Bella. Aos  13 anos aderiu a UNITA movimento fundado pelo seu tio Jonas Savimbi ascendendo a sua  hierarquia até  se tornar  um comandante de inspiração militar. Teve formação  militar na Europa e qualificou-se  como instrutor de artilharia na academia Real de Guerra Marroquina.

Fonte: Club-k.net


Em 1985, ainda coronel,  tornou-se chefe  do Estado-Maior da Frente “Estamos a Voltar”  da FALA. Neste mesmo ano, houve uma  ofensiva do governo pressionando a UNITA contra o sul da cidade de Mavinga, e Arlindo Pena e os seus  homens marcharam de Malange a pé, centenas de quilômetros  até  ao  norte, para montar uma operação de socorro. A viagem de duas semanas transformou lhe  rapidamente numa lenda. Dentro de um ano tinha sido promovido a general de divisão e em Dezembro de 1989, com apenas 34 anos, ascendeu ao posto de  chefe do Estado-Maior General do exercito da  UNITA, em substituição de Demostenes Chilingutila. 

 

Depois de os  acordos de Bicesse foi  a Luanda e participou na junção das FALA e FAPLA que deu lugar as forças  armadas angolanas (FAA). Fez parte do grupo de 11 generais da UNITA que desertou as FAA a pretesto de fraude eleitoral nas eleições de 1992. Houve em Setembro deste mesmo ano confrontos militare em  Luanda e o o General Ben Ben  escapou ileso embora a TPA dava-lhe como morto chegando do a mostrar um corpo dizendo que era seu. Na altura o mesmo fugiu para a província do  Bengo onde seria recebido por dois generais  das FALA, Galiano da Silva e Sousa  “Bula Matadi” e Abilio Kamalata Numa  que dias antes fugira de Luanda.

 

O General Arlindo Chenda Pena “Ben Ben” fez parte, Em Setembro 1993, de uma delegação  do “Galo Negro” que iria  entrevistar-se com o então Presidente português, Mário Soares para “esclarecer mal entendidos entre a UNITA e Portugal”. O então Ministro das Relações Venâncio de Moura pediu explicações a Portugal e o oficioso Jornal de Angola, publicou textos  no qual Mário Soares era  injuriado

 

Regressaria a Luanda apos entendimento entre MPLA e UNITA, porem regressou no bailundo por se sentira inseguro na capital do país onde chegou a ser alvo uma tentativa de assassinato na qual o seu guarda  apanharia um tiro no pé. No decursso de novas negociações tornou  a regressar a Luanda em paralelo com a integração no exercito angolano ocupando as funções  de Vice Chefe de Estado Maior das FAA.  Na realidade era um chefe decorativo (não lhe era confianda missões). Acabaria por ficar mais em casa e a situação  muito lhe abalava. Quando  chegasse delegações estrangeira em Angola era levado de casa para ser apresentado.


A 14 de outubro de 1998 havia sido evacuado para Africa do Sul no seguimento de uma assistência no posto de saúde do exercito que lhe atribuía paludismo.  Apos 5 dias acabaria por falecer numa clinica em Joanesburgo  por alegada paralezia renal e problemas pancreáticos. Foi enterrado num cemitério localizado na zona West da cidade de  Pretoria. A sua mãe, Judith Pena que estava em  Borkina Faso deslocou-e a Africa do Sul  para acompanhar o enterro do mesmo.

 

Na sequencia  do seu desaparecimento físico, o  Gabiente da presidência da  UNITA,  reagiria apartir do Andulo  alertando que dispunha de informações segundo a qual os médicos teriam detectado veneno no sangue deste malogrado sobrinho de Jonas Savimbi.


Ha analises que insinuam que a morte de Ben Ben dava seguimento a uma estratégia que visava causar  desgaste psisologico ou problemas familiares a Savimbi.  (As autoridades teriam raptado um filho de Savimbi, Araujo Sakaita  que por efeito de sedativos terá falado mal do pai, o jovem continua com problemas  causados pelos químicos que lhe foi dado pelo regime).



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