Lisboa – O Comité Central do MPLA reúne a sua V sessão ordinária, nesta terça-feira (6), em Luanda, na qual está previsto a indicação de Bento Joaquim Sebastião Francisco Bento para reassumir o cargo de 1.º Secretário Provincial do partido dos camaradas na capital do país, em substituição de Joana Lina Ramos Baptista Cândido.

Fonte: Club-k.net

Joana Lina, por sua vez, deverá ser dispensada da liderança do MPLA, em Luanda, para se ocupar exclusivamente da governação na capital do país.


Reconhecido pela sua habilidade em mobilização e comunicação com as massas, Bento Bento tem a reputação de ter sido um dos políticos que melhor liderou o Comité Provincial do MPLA,  em Luanda, fazendo dupla com um outro quadro, Bento dos Santos “Kangamba”. Desde que dai saiu, há a convicção generalizada que a força do MPLA na capital do país tem entrado em declínio.


Bento Francisco Bento foi no passado um defensor acérrimo de José Eduardo dos Santos, mas foi na verdade, João Lourenço ao tempo de Secretário Geral do partido, que o colocou como seu homem de confiança para liderar o Comité Municipal do Sambizanga.

Com o afastamento de Lourenço de segunda figura do MPLA, na altura, Bento Bento foi sondado para revitalizar a província de Luanda, em substituição do então primeiro Secretário Provincial do MPLA, Francisco Vieira Dias.

Nas vestes de “numero um” do partido na capital do país, apoiou-se nos CAP-Comité de Ação do Partido, transformando-os em alavanca partidária. Recuperou a classe intelectual que se tinha afastado do partido motivando-os a exercer militância nos CAP, no sentido de valorizar as bases.


Bento Bento, enquanto primeiro secretário do MPLA, sempre defendeu a criação de “milícias” para contrapor as manifestações dos revús que exigiam a retirada de JES do poder. JES, por sua vez, gratificou-lhe fazendo dele o oitavo governador provincial de Luanda função que ocupou até Setembro de 2014. Nesta dupla função o antigo governador de Luanda, viu a sua imagem beliscada com o caso de dois ativistas , Isaías Cassule e Alves Kamulingue, que foram executados pelo SIC em parceria com responsáveis do Gabinete técnico do MPLA, numa operação coordenada pelo tenente-general José Filomeno Peres Afonso “Filó”, da secreta militar. Este último foi preso por imposição do seu antigo chefe, general José Maria.


Antes as suas “milícias” haviam agredido o político Filomeno Vieira Lopes, que, no “teatro das operações, eram comandas por Júnior Maurício “Cheu”, do Gabinete Técnico do MPLA e pelo segundo secretário do partido, Jesuíno Silva. A agressão contra Filomeno Vieira Lopes foi politicamente questionada e Bento Bento terá respondido que o político era um homem desajuizado por fazer parte da manifestação.

 

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