Luanda – A TPA inaugurou esta segunda-feira (14), um espaço denominado “Angola a avançar” dedicado ao enaltecimento de obras e feitos do governo cuja primeira emissão versou sobre projectos na província de Cabinda que na versão deste canal de televisão estatal irá gerar muitos empregos.

Fonte: Club-k.net

“Angola a avançar” em substituição do “Angola Faz”

De acordo com precedentes, um ano antes da realização das eleições gerais em Angola, o governo avança sobre obras de construção. A oposição tem estado a contestar sugerindo mesmo a aprovação de uma lei que proíbe o governo de usar a televisão com programas de propagandas dos feitos do governo um ano antes das eleições. O MPLA rejeitou a proposta.

 

Mês antes das eleições de 2012, a TPA criou o programa “Angola Faz” que terminou semanas depois do pleito eleitoral. Em Agosto de 2016, um ano antes das eleições que elegeu João Lourenço como novo Chefe de Estado, o falecido deputado da UNITA, Manuel Raúl Danda havia denunciando no parlamento o surgimento na TPA de um novo programa de marketing da imagem do governo do MPLA.

 

Danda descrevia que “Vivemos um período em que paira no ar o cheiro das eleições que vamos ter no pais, no próximo ano, e já vemos na Televisão Pública de Angola o programa “Angola Faz” rebaptizado com outro nome, como forma de termos campanha eleitoral antes do tempo, campanha eleitoral durante o período previsto na lei, e campanha eleitoral depois do tempo, nessa incompreensível teimosia de, como dizem os franceses, “chercher midi à 14 heures”. E as cordas com que se pretende amarrar o jornalismo e os jornalistas, com os nós que estão neste pacote legislativo, não deixam dúvidas para o facto de que vamos ter dias tenebrosos pela frente”.

 

Em 2008, a União Europeia e o mundo não reconheceram as eleições angolanas como livres e justas (apenas como pacificas e tranquilas), porque conforme às normas internacionais as eleições para serem livres e justas reúnem certos requisitos que são: a) Periódicas b) Competitivas c) Voto secreto e tolerância d) Direito de informação equilibrada.


A credibilidade das eleições de 2008 e 2012 foram prejudicadas por causa da parcialidade e partidarização dos órgãos de comunicação públicos (TPA, RNA, Angop e Jornal de Angola) levando o processo a desobedecer aos requisitos necessários para serem consideradas internacionalmente como livres e justas. A União Europeia e outros optaram por qualificar apenas por “pacíficas”.

 



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