Lisboa – O comandante da Unidade da Guarda Presidencial (UGP), Tenente-general Alfredo Tyaunda (na foto) chamou ontem quarta-feira (17), um grupo de colaboradores,  para justificar a origem dos fundos do seu filho, major Hermez Francisco Tyaunda,  detido no inicio desta semana na sequencia da "operação caranguejo", que envolve desvio de somas monetárias  junto aos órgãos de segurança da Presidência da República. 

Fonte: Club-k.net

Alfredo Tyaunda transmitiu aos subordinados que quanto aos rumores que circulavam na Unidade sobre a compra de quatro casas (no bairro Zango) por parte do seu filho, a proveniência dos valores advém da venda de uma residência familiar  no bairro Vila-Alice, em Luanda. A alta patente da UGP, procurou transmitir que o seu rebento nada tem a ver com os esquemas de descaminhos de fundos de outros jovens majores, tendo dado a entender que ele próprio está “em baixo” e que nem sequer conseguiu celebrar a data do seu aniversário no passado dia 12.

 

O filho do general, segundo soube o Club-K, era funcionário da área dos processamentos dos salários, porém, a dada altura, depois deste alto responsável ouvir relatos que jovens deste departamento de finanças  estariam metidos  em irregularidades, propôs a transferência do filho para a área administrativa distanciado-o  do grupo de Pedro Lussati, e Jacinto Hengomge, responsáveis pelo processamento dos salários da Casa de segurança.


Apesar de o  pai sair em defesa do filho, fontes junto as estruturas castrenses da palácio presidencial, vinham notando que   Hermez Francisco Tyaunda, de 38 anos de idade,  estaria de facto a ostentar um certo poder financeiro desproporcional ao seu ordenado. Recentemente o jovem Major foi citado como tendo oferecido,  o último carro de marca Pajero,  à sua esposa. Ele próprio estaria a andar com um carro de marca BMW bastante sofisticado. 



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