Lisboa – O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço exonerou na sexta-feira (18), o arquitecto angolano Paulo Dinis Luvambano, do cargo de vice-governador de Cabinda para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas.

Fonte: Club-k.net

O assunto está a suscitar atenções nas redes sociais tendo em conta que Paulo Dinis Luvambano, ficou no cargo apenas um mês (e seis dias) depois de ter sido nomeado no dia 12 de maio, por via do decreto presidencial 133/21.

 

O deputado pelo circulo provincial de Cabinda, Raúl Tati, associa a exoneração do vice-governador a desinteligências com o Ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Manuel Tavares de Almeida, figura do circulo restrito de amizade de João Lourenço.

 

Numa publicação tornada viral, Raúl Tati escreve que “no caso do Arquitecto Paulo LUVAMBANO há indícios de ter sido apeado do cargo "compulsivamente" por razões banais. Constou-me que terá tido desinteligências com o Ministro das Obras Públicas relativamente a tipologia dos apartamentos das futuriveis centralidades projectadas para Cabinda”.

 

O arquitecto Paulo Luvambano, segundo o deputado Raúl Tati terá “defendido destemidamente características mais condizentes com a realidade sociológica local, opondo-se a proposta da estrutura central que estaria aquém daquilo que as populações realmente precisam em Cabinda. Esse facto terá provocado o azedume fatal”.

 

Para o Raúl Tati, antigo vigário da Igreja Católica em Cabinda, estas “exonerações frequentes demonstram instabilidade emocional”, por isso entende que “numa perspectiva psicanalista, o PR João Lourenço pode estar a evidenciar sintomas de um líder com transtornos ciclotimicos como a inconstância e a instabilidade emocional”.

 

“Um líder que toma decisões intempestivas condicionadas por alterações de humor, sobretudo quando se trata de um líder colérico, pode levar o país a ruína. A personalidade e o carácter do líder é fundamental para a estabilidade das instituições republicanas”, escreveu, o deputado manifestando a sua preocupação face ao estilo de gestão do sucessor de Eduardo dos Santos.



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