Luanda – A terceira fase do Recenseamento Agro-pecuário e Pescas (RAPP), a nível de Angola, terá início no dia 26 deste mês de Julho, visando permitir que o país conheça as empresas que actuam nos sectores da agricultura, pecuária e aquicultura, de forma a dinamizar a economia local.

Fonte: Club-k.net

Segundo a Angop, o projecto está avaliado em 25 milhões de dólares, financiados pelo Banco Mundial, e espera-se que com o RAPP as instituições possam elaborar políticas e planos de desenvolvimento agrários e pesqueiros, com bases técnicas e científicas mais sólidas, para viabilizar os investimentos.

 

Sabe-se que, os técnicos de campo vão usar equipamentos com tecnologias digitais que vão permitir enviar diariamente os dados colhidos no terreno para a base central do Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Aquando do lançamento do projecto, em Março último, um dos coordenadores, Domingos da Silva, explicou que a recolha de dados será feita com base em quatro tipos de questionários, nomeadamente listagem, comunitário, explorações familiares e explorações empresariais, consoante as localidades.

 

Segundo o responsável, esta iniciativa estimula sete indicadores de desenvolvimento sustentável, entre eles o combate à fome e à pobreza, a promoção da agricultura sustentável, a igualdade do género e a segurança alimentar.

 

Por sua vez, na altura, o director-adjunto do INE, Jaime Jerónimo, ressaltou que o RAPP comporta várias fases, com realce para a do levantamento dos dados nas aldeias, da exploração dos agregados, e da exploração empresarial.

 

“O recenseamento será desenvolvido por todo território nacional, daí a necessidade de maior divulgação da referida acção à sociedade no geral, sobretudo junto dos sobas das aldeias, para que estes possam influenciar, mobilizar e disseminar as informações nas comunidades”, alertou.

 

Para tal, foram preparados mais de mil licenciadores para abranger uma boa parte dos produtores familiares e empresariais. O director-adjunto do Instituto Nacional de Estatística esclareceu que se pretende conhecer, por via dessa acção, 300 indicadores práticos, a exemplo do tipo de culturas mais frequente, a medição de cada parcela, o número de famílias que vivem de agricultura e pescas, entre outras actividades conexas.

 

Angola implementa assim a última directriz do uso das inovações tecnológicas que permitirá o cadastramento e canalização célere dos dados recolhidos no local para uma central do INE.

 

O referido censo vai permitir produzir novos dados, que poderão ajudar a acelerar as estratégias de diversificação da economia do país, melhorar a competitividade da agricultura familiar, aumentar o número de empregos, elevar a eficácia da elaboração de políticas rurais agro-pecuária e pesca, entre outros ganhos.

 



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