Lisboa - A bancada parlamentar MPLA propôs no seu novo projecto de lei eleitoral, que as embaixadas angolanas sejam transformadas em extensão da Comissão Nacional Eleitoral, fim de dota-las com competências para realização dos processos eleitorais junto as comunidades angolanas no exterior.

Fonte: Club-k.net

SOCIEDADE   TEME QUE SEJA ARTIFICIO PARA TROCA  DE VOTOS

A actual lei eleitoral orienta que depois da contagem dos votos, os resultados sejam anexados na parte exterior das assembleias de votos de modo a que os interessados possam consultar como foi a sua orientação de voto. A nova proposta eleitoral do MPLA, orienta que depois do acto de votação, os votos sejam recolhidos e enviados para a Luanda para contagem.

 

Os processos eleitorais realizados em vários países do mundo, são constituídos por três círculos eleitorais (nacionais, provinciais e o da diáspora). Na mais recente revisão constitucional, o ministro de Estado junto a Presidência, Adão de Almeida comunicou ao parlamento que o seu partido não precisa de circulo para diáspora. "Não é esse o espírito da Proposta, mas sim que os 130 deputados eleitos pelo círculo nacional, que conta também com os votos da diáspora, representem todos angolanos. Não precisamos ter, necessariamente, um círculo eleitoral na diáspora para que os cidadãos que residem fora do país sejam representados pelos deputados".

 

De acordo com leituras pertinentes, o acto de rejeição da criação de um circulo eleitoral da diáspora, foi calculada em virtude de os votos no exterior do país integrem ao circulo eleitoral nacional. O assunto segundo fontes do Club-K, está gerar desconfianças em meios políticos da diáspora angolana por temerem que os seus votos sejam descontrolados. As desconfianças vão mais longe com receios de que os sacos ou embalagens de votos ao chegarem no aeroporto de Luanda, possam ser trocadas com boletins de votos preenchidos a favor do MPLA.

 

Há também receios que os próprios funcionários das embaixadas, possam enviar as caixas de votos por eles preenchidos favorecendo o partido no poder.

 

Uma outra proposta que o MPLA introduziu no seu projecto de lei eleitoral, é o chamado voto por correspondência. Angolanos que estão no Canadá onde não há embaixada poderão contactar o consulado de Angola em Nova Iorque e este por sua vez envia o boletim de voto pelos correios. Depois de chegado ao destinatário, este preenche e volta a mandar para o consulado. Partido como a UNITA, manifestam reservas com esta proposta do MPLA. O receio é que o regime pode aparecer com votos por correspondência alegando que chegou de uma comunidade inexistente e sem se poder depois verificar a sua autenticidade.


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