Luanda - Os partidos da oposição devem unir-se a forças da sociedade civil se querem garantir o fim do poder do partido MPLA, disseram analistas angolanos nesta quinta-feira, 2.

Fonte: VOA

O maior partido da oposição, a UNITA, está neste momento a finalizar a formação de uma Frente Patriótica, com o Bloco Democrático e o projecto Pra-Já Servir Angola visando chegar às eleições de 2022 com um bloco unido face ao MPLA.



Esta estratégia, no entanto, pode não ser suficiente, segundo alguns analistas que alertam para o perigo da criação de “partidos satélites” destinados a dividir o voto da oposição.


O jurista e activista angolano Fernando Macedo defendeu nesta semana que o MPLA só sairá do poder se os partidos políticos se unirem às organizações da sociedade civil.


O académico disse que será por esta via que as eleições deixarão de ser “sistematicamente batotadas”.


“Temos de nos organizarmos o mais urgente possível para pormos um fim às eleições batotadas”, declarou Macedo durante uma cerimónia de homenagem às vítimas da violência política em Angola.



O activista considerou “uma ditadura sanguinária” o regime político angolano que, segundo afirmou, “domina o sistema judicial, os bancos e todos os sistemas de distribuição da renda”.


Por seu lado, o investigador Fernando Guelengue admitiu haver “outros caminhos” que podem evitar que o MPLA se perpetue no poder.


Para ele, a união dos partidos da oposição é impossível devido à existência do que chamou de “partidos satélites”.


Guelengue defende “um modelo de união mais abrangente e eficiente” que inclua "não só só a sociedade civil mas as entidades religiosas, a academia e todas as forças sociais”.

O analista aponta como um terceiro caminho o que qualifica de “uma acção popular generalizada” se houve ruma crise eleitoral.


Por seu turno, o cientista político Nelson Domingos mostra-se favorável ao surgimento da anunciada Frente Patriótica, por entender que “o pacto entre esta entidade e os cidadãos pode ser fundamental para pôr fim ao jugo cleptocrático e autoritário do MPLA”.


As eleições gerais realizam-se em Agosto de 2022.



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