Lisboa - O Presidente do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço não deu provimento a realização de uma designada “marcha dos milhões” convocada recentemente pelo seu partido e que tinha como objetivo dar resposta a um comício promovido pela UNITA, no último final de semana em Luanda.

Fonte: Club-k.net

Seria para dar resposta a marcha por eleições transparentes 

A marcha da UNITA visou exigir a realização de eleições justas e transparente em Angola. O pensamento atribuído a Lourenço que o terá levado a desmobilizar a marcha de milhões terão sido encorajados por quatro  factores a saber:

 

- Que o partido dos camaradas não deve agir em função da agenda dos seus opositores políticos.

 

- A quando a marcha da UNITA a Comissão Multissectorial para Prevenção e Combate a COVID-19 chamou atenção pelos riscos da propagação da pandemia em função dos ajustamentos, portanto uma atividade idêntica por parte do MPLA, o partido no poder estaria a diminuir-se no seu papel de “autoridade moral” junto a sociedade.

- A marcha da oposição foi para exigir   “eleições justas e transparentes” em Angola. Sendo a marcha do MPLA, em resposta a da UNITA, transmitiria a ideia de ser uma  marcha oposta, neste caso “contra eleições transparentes”. Se a mesma  não tiver a moldura humana da marcha por “eleições transparentes”, a imagem do MPLA sairia prejudicada. 


- A conduta dos órgãos de comunicação do governo (TPA e Zimbo) em anunciarem bloqueio contra a UNITA e seus dirigentes mereceu repulsa por parte da sociedade, e foi alvo de um painel de debate na STV de Moçambique na qual participou o Presidente do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, e Olivio  Quilumbo, uma referencia da sociedade civil em Luanda.  


De acordo com constatação, logo depois de o Presidente do partido ter baixado a nova orientação do “chumbo” a marcha, o Comitê provincial do MPLA, em Luanda, realizou uma reunião de balanço nesta quarta-feira (15) tendo também reconhecido que o momento não era inoportuno para dar resposta a UNITA, uma vez que corria se o risco da atividade não ter muita aderência, o que colocaria em cheque a imagem de “maquina mobilizadora” do partido no poder.


O MPLA terá já efectuado o pagamento de transporte (cerca de 10 autocarro) para transportar militantes dos comitês de arredores (como Panguila, Catete) mas não teve reação de disponibilidade dos convocados para a marcha.


Há também informação que alguns professores convidados para a mesma marcha terão mostrado resistência, o que reforçou a convicção do MPLA em Luanda, e alinhar-se da posição de João Lourenço de que o momento para “marcha de milhões” não é este. A sugestão interna até aqui apresentada é de que uma marcha de demonstração de forças pode ser agendada para depois do congresso partidário de Dezembro, altura em que delegados das 18 províncias estarão, em Luanda.

 

 



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