Washington  – A lobista americana “Squire Patton” está a ser criticada em círculos da capital americana como tendo falhado na organização de um encontro na Casa Branca entre o Presidente da República de Angola, João Lourenço e o seu homologo Joe Biden. Uma outra consultora que pretendia oferecer os seus serviços ao regime angolano, conseguiu marcar para que o novo Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, seja recebido no próximo dia 23 de Setembro, altura em que vai completar um mês desde que tomou posse novo chefe de Estado do país vizinho de Angola.

Fonte: Club-k.net

Lobista falha encontro entre PR de Angola e de EUA

O Presidente João Lourenço desloca-se neste final de semana aos EUA, para participar para participar da 76ª Assembleia Geral da ONU em Nova York. Era desejado que a deslocação do estadista angolano aos Estados Unidos fosse projetada com a programação de uma recepção na Casa Branca.


Numa abordagem sobre a prioridade que as autoridades angolanas tem prestado para Washington, o Boletim “Africa Monitor”, avançou numa recente edição que Luanda pediu igualmente um encontro com o antigo Presidente Barack Obama (por confirmar) visando  elevar o grau de projeção internacional da figura de JL.


Segundo apurou o Club-K, a consultora “Squire Patton” terá também prometido as autoridades angolanas o arranjo de um encontro entre João Lourenço e a Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, ao que se confirmar, deverá ser a alta personalidade deste país a receber o líder angolano, na ausência de altas individualidades da administração Biden.


Durante a passagem que efectuará a Washington, a lobista contratada pelas autoridades angolanas empreendeu esforços para que João Lourenço seja homenageado a margem de uma conferência sobre questões ambientais promovida pela ICCF (Internacional Conservation Caucus Fooundation), uma ONG que presta assessoria ao Senado americano sobre questões de carácter ambiental e está em Angola prestando apoio nos trabalhos do Pólo de Desenvolvimento da Bacia Hidrográfica do Okavango e no Projecto Transfronteiriço de Conservação do Okavango/Zambeze (ATFC/KAZA), com os outros países vizinhos, banhados pelo rio Cubango, nomeadamente Namíbia, Botswana, Zimbabwe e Zâmbia.


Lourenço será homenageado devido ao seu papel na conservação do ambiente no projecto do Okavango, e deverá ser um dos oradores, do programado evento para expor ideias sobre matérias de alterações climáticas.


A homenagem deverá ser prestigiada pelo congressista norte americana Karen Bass, que assume o cargo de presidente da subcomissão para África, Saúde Global e Direitos Humanos, e que em Agosto foi recebida por João Lourenço, em Luanda.


Não obstante aos gastos causado ao governo de Angola, a lobista “Squire Patton” está a ser duramente criticada, em meios que acompanham a política angolana em Washington por ter colocado o regime angolano numa posição contraproducente. A critica é apoiada no facto de que de que a homenagem a João Lourenço é sustentada pelo argumento do seu papel na preservação do meio ambiente na zona do Okavango, quando que em finais do ano passado o executivo angolano anunciou um megaprojeto para a produção de petróleo nesta mesma região que gerou protestos por parte de um grupo liderado pela ativista Ina-Maria Shikongo, que faz parte do movimento ‘Fridays for Future’, criado pela ativista norueguesa Greta Thunberg. Apesar do potencial económico, as ativistas teriam alertado para os riscos ambientais.


Outra critica a volta dos maus serviços da lobista “Squire Patton” prende-se pelo facto de levar o líder angolano a Washington sem que este seja recebido por uma alta entidade do departamento de Estado, e com encontros em “Stand by” como é o caso o pretendido com Barack Obama e com Nancy Pelosi. Ainda em círculos americanos tem surgido sugestões de que esta deslocação de JL a Washington esta destinada a ser objeto de comparação com a recepção do Hakainde Hichilema que será recebido por Biden e a sua vice-presidente, Kamala Harris.


De acordo com cálculos, há mais de 17 anos que um Presidente de Angola não é recebido na Casa Branca. De acordo com informações, as autoridades americanas tem sido rigorosas recebendo na sala oval da Casa Branca, chefes de Estado e lideres mundiais que tenha sido eleitos em eleições transparentes, que valorizam os direitos humanos e boa governação.


RECEPÇÃO DO PRESIDENTE DA ZÂMBIA NA CASA BRANCA


Num artigo (as razões do porque Hakainde Hichilema é recebido na Casa Branca por Biden) publicado nesta sexta-feira, pelo “Lusaka Times”, o autor Mwansa P. Chalwe, admite que “Isso é algo sem precedentes para um presidente africano recém-eleito, que mal tem um mês no poder”.

 

“É do conhecimento geral que os Estados Unidos fizeram da promoção da democracia e dos direitos humanos o objetivo número um da política externa como parte de sua competição com a China, que apoia o autoritarismo.”, lê-se no artigo do “LusakaPost” em que o autor recorda que “Em julho de 2021, o Secretário de Estado Antony Blinken foi noticiado por ter emitido um telegrama para todas as embaixadas para tornar a promoção dos direitos humanos e da democracia uma prioridade, mesmo em países com governos abusivos”.

 



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