Luanda - A degradação da condição social da população que vive nos bairros da periferia da capital do país deixa “insatisfeito” o líder da Igreja Universal do Reino de Deus, afecto à “ala brasileira”.

Fonte: Club-K.net

O bispo Alberto Segunda manifestou a sua preocupação durante a doação de bens alimentares às famílias mais carenciadas, que vivem nos bairros periféricos de Luanda, nomeadamente “Lixeira, Mbondé Chapé, Fubu, Povoado do Camizumba”, que dizem viver nos últimos dias por momentos “críticos”.

 

Em declarações ao Club-K, os populares lamentam vivem “entregues a sua sorte”, pois, os serviços básicos tais como água potável, energia eléctrica, saneamento, escolas e centros de saúde, “são inexistentes”, por culpa da aquilo a que chamam de “más políticas do Executivo do MPLA”.

 

Os moradores dos referidos bairros, contaram que a situação agravou-se nos últimos tempos, com o surgimento da pandemia da Covid-19, que motivou as autoridades do país, a criação de medidas restritivas que afectou muito os populares, cuja maioria depende da venda informal.

 

“A vida no nosso bairro é muito complicada, uma vez que precisamos de quase tudo, passamos fome”, desabafou a senhora Margarida Elavoko.

 

Ao receberem a cesta básica das mãos dos fiéis, os moradores manifestaram-se gratos com os bens alimentares e advogam que as acções de solidariedade devem continuar, “já que há muitas pessoas a sofrerem de fome”.

 

Para minimizar a vida difícil das famílias afectadas pela fome, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola, doou no sábado, 25, milhares de cestas básicas compostas por feijão, arroz, massa, óleo, fuba de milho, sardinhas, fuba de bomó e outros produtos alimentares não perecíveis.

 

Alberto Segunda referiu que a ajuda foi feita com um sentimento de gratidão e amor ao próximo, obedecendo aos princípios bíblicos, cujo destino “é para mais de um milhão de pessoas vulneráveis”.

 

“É um dia gratificante, porque estamos aqui a cumprir a palavra de Deus, que diz que, onde estiver um aflito, uma pessoa sofredora Jesus está presente e, para nós, estar ao lado destas pessoas carentes é estar próximo de Deus”, disse.

 

De acordo com o líder espiritual da IURD em Angola “ala brasileira”, para além de produtos alimentares doados às famílias vulneráveis, a direcção e os membros da Igreja Universal do Reino de Deus, transmitiram “mensagens de consolo, carinho, irmandade e fé, porque a palavra de Deus é vida”.

 

O bispo Segunda disse que “é um trabalho social” que a sua congregação faz durante os 30 anos da sua existência no país, por isso, o seguidor de Edir Macedo garante continuar com acções semelhantes ao longo do ano prestes a terminar, com vista a levar alento aos mais desfavorecidos.

 

“A campanha Setembro sem fome vai se estender por mais meses, até ao fim do ano, com a certeza que muitas famílias serão agraciadas”, garantiu.

 

Nos bairros da periferia de Luanda, por onde passou, interagindo com os moradores, Alberto Segunda manifestou a sua preocupação com as condições sociais em que estão votadas as famílias, que de acordo com a constatação “carece de quase tudo”.

 

Uma das preocupações registadas tem haver com a saúde, a população precisa de centros hospitalares, água potável uma vez que consomem água imprópria para o ser humano o que tem provocado muitas doenças.

 

O lixo também constitui outro problema, bem como a falta de escolas públicas em muitas destas comunidades.

 

Alberto Segunda garantiu que, junto da administração local, traçar estratégias para a implementação do projecto da IURD, denominado: “Ler e Escrever”, no sentido de tirar muitas crianças que se encontram fora do sistema normal de ensino.

 

Com a campanha solidária “Setembro sem fome”, a Igreja Universal do Reino de Deus distribuiu neste sábado, 25, mais de 250 mil cestas básicas, que vão sendo doadas ao longo dos dias para mais de um milhão de cidadãos que passam por extrema necessidade.

 



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