Lisboa – O político do MPLA, Kawikh Sampaio da Costa, que até março passado militou na oposição angolana (UNITA, PRS e CASA-CE), garantiu em entrevista concedida a jornalistas (num grupo do Whatsup), nesta segunda-feira que dentro de dias a direcção do maior partido da oposição em Angola “cai”, e depois será ataque a outros dirigentes partidários que ele trata por “aventureiros”. “Primeiro, já amanha, o Adalberto vai para rua e depois ataque a outros aventureiros”.

Fonte: Club-k.net

Kawikh Sampaio da Costa é o dirigente que trabalha com o general Ferreira Tavares (homem da confiança do Presidente João Lourenço) num projecto que visa depor Adalberto Costa Júnior da liderança da UNITA, para que o seu partido possa no futuro “escolher” um novo Presidente para o partido fundado por Jonas Savimbi. Kawikh refere-se concretamente ao processo apresentado pelo seu grupo junto ao Tribunal Constitucional que pede a anulação do XIII congresso da UNITA.


Solicitado a esclarecer que dados dispunha para falar com bastante propriedade que nesta terça-feira (5), o Tribunal Constitucional irá mandar anular o XIII congresso da UNITA que elegeu Adalberto Costa Júnior, o político do MPLA, explicou que o assunto “só se tornará oficial quando o Tribunal Constitucional fazer um pronunciamento público”.


“É obvio que eu como a pessoa que esteve ligado na materialização deste acto, não posso estar inocente fora dos holofotes do conhecimento do mesmo. Seria imprudente de minha parte. Foi um trabalho muito forte e importante que se fez. Quanto a isso não é problema. Eu garanto-lhe com todas as letras maiúsculas , que ele (Adalberto Costa Júnior) cai. Ele ate já sabe. Nos estamos a fazer político de alta roda, do amadorismo. Quem faz politica de alta roda tem de estar ao nível dos todos meandros de todo o poder”, garantiu Kawikh Sampaio da Costa.


Questionado sobre a Frente Patriótica Unida (FPU), iniciativa frequentemente citada como a nova “dor de cabeça” do regime angolano, Kawikh Sampaio da Costa declara que a “Frente é mais um desastre que a dita oposição terá. É preciso contextualizar a historia e os factos em si mostram. É preciso contextualizar as frentes, mas infelizmente muitas foram para atrás, e isso é um facto e contra facto não há argumentos”.


De lembrar que processo contra o XIII congresso da UNITA foi movido por antigos militantes liderados por Kawikh Sampaio da Costa que trocaram o “Galo Negro” pelo MPLA alegando que o maior partido da oposição nem sequer os dava dinheiro para taxi. Logo após a sua desvinculação a UNITA, foi-lhes posto a disposição o escritório de advogados BMF para impugnar o congresso a pretexto de que quando Adalberto Júnior disputou a corrida eleitoral era detentor da nacionalidade portuguesa e que prejudicou o candidato que apoiavam.



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