Luanda - O Presidente de Angola, João Lourenço, garantiu, esta terça-feira, que não mistura Justiça com assuntos pessoais ao falar sobre a sua relação com o antigo Chefe de Estado José Eduardo dos Santos, que se encontra internado em Barcelona. “Uma coisa são as relações entre mil e ele e outra coisa é a luta contra a corrupção“, declarou em entrevista à RTP África a propósito das próximas eleições presidenciais, marcadas para 24 de agosto. “Quem estiver envolvido nela, com certeza que a entidades competentes, no caso a justiça angolana andará atrás dessas pessoas ou famílias”, acrescentou.

Fonte: Observador

Para exemplificar que “a relação (com José Eduardo dos Santos) é boa”, João Lourenço revelou mesmo ter sido sempre ele a deslocar-se até ao seu antecessor sempre que se encontraram: “Durante este tempo, tivemos vários encontros e, desses vários encontros, quase sempre, quem se deslocou ao encontro do presidente José Eduardo dos Santos fui eu. Eu é que sou chefe de Estado, o normal seria ser eu a receber o presidente José Eduardo dos Santos, mas não foi isso que aconteceu e foi por decisão minha.”

 

Ainda relativamente à questão da corrupção Angola, o Presidente angolano aproveitou para, uma vez que as eleições estão próximas, sublinhar que “a justiça está hoje a cobrir todos os níveis, desde a base até ao topo”. No entanto, reconheceu que “é verdade que Angola não é nenhum paraíso, não é nenhum mar de rosas”, justificando as atuais dificuldades, como o crescimento do desemprego, com a crise provocada pela pandemia e, mais recentemente, com “as influências negativas da situação que se vive na Ucrânia”.

 

O atual Presidente de Angola, que se candidata agora ao segundo mandato, negou ainda qualquer tipo de contestação no país, dizendo que ainda não viu “nenhum movimento de coletes amarelos em Angola”. “O que temos vindo a assistir, talvez por força das denúncias muito abertas que temos vindo a fazer, é a mobilização de um pequeno grupo de jovens, feita por um partido da oposição e que leva esse pequeno grupo de jovens a cometer atos de vandalismo”, apontou João Lourenço, acrescentando que este grupo não é representativo da juventude angolana.

 

 



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