Lisboa – A nova pagina na rede facebook, do líder do MPLA, João Lourenço, foi alvo de reparos por ter publicado, na segunda-feira (8), uma mensagem de “ataque” a Adalberto Costa Júnior com recurso a linguagem de baixo nível. Tratava-se de uma mensagem que reagia a um discurso do líder da UNITA, na província de Malanje, garantindo ensino gratuito em Angola.

Fonte: Club-k.net

Usou facebook do PR utilizando  linguagem inapropriada

O conteúdo da mensagem dizia o seguinte: “Alguém pode dizer aquele ali que em Angola ninguém paga propinas no ensino publico até a Universidade? Também é fácil perceber, né, É próprio de aluno mediano”.

 

De acordo com apurações, tratou de uma publicação feita por Alberto Colino Cafussa, consultor de imprensa da Presidência da República, que tem a responsabilidade de gerir a conta de João Lourenço no facebook. O gestor digital terá confundido com a sua conta pessoal. Porém, ao notar a confusão feita, Colino Cafussa, apagou o post transportando para a sua própria pagina.

 

De 48 anos de idade, Alberto Colino Cafussa, é um quadro da comunicação que passou pelo  Jornal de Angola, depois de uma formação em Jornalismo no IMEL. Formou-se em ciências politicas pela UAN, que o recrutou  para docente sendo também chefe de departamento de ciências politicas.

 

Como jornalista de profissão, Alberto Colino Cafussa iniciou no “Angolense”, até o ano de 200, ter integrado no “Jornal de Angola” como repórter. Faz parte do comité de especialidade do MPLA. Nas eleições de 2012, trabalhou para um “task” do Jornal de Angola - constituído por Arthur Queirós e José Ribeiro - que tinha a tarefa de produzir conteúdos destinados a diabolizar ou desacreditar as propostas de governação apresentadas pelos partidos oposição.

 

Em maio de 2019, foi nomeado como consultor como consultor da Secretaria para os assuntos de comunicação institucional e imprensa da Casa Civil do Presidente da República, dando rosto pelo Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA), de que se tornou numero dois, em termos de hierarquia.

 

Colino Cafussa, que tem a reputação de ser dado à intriga e de cultivar tal inclinação como forma de se insinuar junto a atos funcionários do gabinete presidencial , é apontado como o “responsável” de outras tensões de constrangimentos. Produz artigos em anonimato de caráter difamatórios contra personalidades desavindas no regime. É-lhe atribuído o incentivo de um texto difamatório contra o jurista Lazarino Poulson, posto a circular por uma rede de perfil falsos no facebook, por ele controlada.

 

O CIPRA, na qual faz parte, é o órgão que paga 110 milhões de kwanzas mensais a empresa PMPKT – Marketing e Comunicação, que por sua vez presta serviços de marketing partidário em beneficio a campanha eleitoral do MPLA. De acordo com documentos em posse do Club-K, a Secretaria Geral da PR, efectuou já pagamentos – em nome do CIPRA – para a PMKT até o ano de 2024, conforme consta na factura com referencia FT FA.2021/4, dando azo a suspeitas de sobrefaturação.

 

Recentemente David Boio, professor universitário e membro da Ovilongwa Consulting, recorreu as redes sociais para lamentar que a “Presidência da República assumiu com a maior das normalidades que usará um recurso sustentando com o dinheiro do povo para a campanha eleitoral do candidato do MPLA”.

 

“Quando se fala em fraude eleitoral não se trata apenas do roubo dos votos, mas também da utilização de recursos públicos para influenciar o equilíbrio da competição eleitoral”, escreveu o investigador do Instituto Superior Politécnico Sol Nascente do Huambo, concluído ser algo “atípico dos autoritarismos competitivos”

 



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