Luanda - O Parlamento Europeu aprovou esta semana uma resolução que condena o Uganda e o Presidente Yoweri Museveni por alegados actos de violência, manipulação eleitoral e perseguição ao líder da oposição Bobi Wine.
Fonte: Club-k.net
O documento expressa preocupação com o que considera serem retrocessos democráticos no país da África Oriental, apontando denúncias de repressão contra opositores políticos, restrições à liberdade de expressão e irregularidades em processos eleitorais recentes.
Durante o debate que antecedeu a votação, o eurodeputado espanhol António López-Istúriz White alertou para aquilo que classificou como um “padrão preocupante” na região. “Ontem foi Tundu Lissu na Tanzânia, hoje é Bobi Wine no Uganda e amanhã o mesmo pode acontecer com Adalberto Costa Júnior em Angola, e nós não podemos permitir”, afirmou.
A resolução não tem carácter vinculativo, mas representa uma posição política formal da instituição europeia e pode influenciar futuras decisões no âmbito da cooperação, ajuda ao desenvolvimento e relações diplomáticas entre a União Europeia e o Uganda.
As autoridades ugandesas ainda não reagiram oficialmente ao conteúdo da resolução. Entretanto, analistas consideram que a iniciativa reforça a pressão internacional sobre governos africanos acusados de restringir o espaço cívico e de comprometer a integridade dos processos eleitorais.
O Uganda é governado por Yoweri Museveni desde 1986, sendo frequentemente alvo de críticas de organizações de direitos humanos por alegadas violações das liberdades políticas e repressão da oposição.











