Luanda - Um grupo de efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) na província da Lunda-Sul contestou as informações que circulam nas redes sociais dando conta de uma alegada “perseguição” de quadros nativos pelo Delegado Provincial, Subcomissário Nelson Leonel da Cruz.

Fonte: Club-k.net

Em declarações ao portal Club-K, agentes e funcionários administrativos da Delegação Provincial consideraram as acusações “falsas, caluniosas e difamatórias”, sustentando que o responsável tem sido alvo de críticas devido à sua actuação no combate à exploração ilegal de diamantes na região.

Segundo estas fontes, as informações divulgadas visariam “minar o bom clima institucional” e “manchar a reputação” do director provincial. Os mesmos asseguram que, durante o actual mandato, não foram registados casos de perseguição ou substituição de quadros locais por efectivos oriundos de outras províncias.

Entretanto, uma denúncia atribuída a um colectivo de funcionários afectos à Delegação Provincial do Ministério do Interior (MININT) na Lunda-Sul apresenta uma versão distinta. De acordo com este grupo, o Subcomissário Nelson Leonel da Cruz teria adoptado práticas consideradas discriminatórias, alegadamente exonerando jovens quadros naturais da província que ocupavam cargos de chefia em departamentos provinciais.

A denúncia sustenta ainda que esses quadros teriam sido transferidos para municípios remotos e de difícil acesso, como Xassengue, Alto Chicapa, Luma-Cassai, Cazage, Muriege, Cassai-Sul, Tchiluange e Sombo.

Por sua vez, os defensores do director provincial rejeitam as acusações e afirmam que as mesmas fazem parte de uma estratégia para pressionar a sua saída, alegadamente motivada pelo combate à exploração ilegal de diamantes, actividade que, segundo afirmam, envolve diversos interesses na região.