“Kopelipa” apontado como um dos impulsionadores

Em causa neste protocolo estão diversas acções de apoio do canal de Queluz de Baixo nas áreas técnicas, de transmissão, formação e programação, indicou por seu turno um porta-voz da TVI. Quanto ao montante investido pela empresa, diz apenas que “não há qualquer investimento financeiro do grupo Media Capital no canal angolano”. Também a produtora NBP (Media Capital) colabora na TV Zimbo, tal como o grupo Valentim de Carvalho na realização dos programas.

Álvaro Torre salientou que “os programas serão todos produzidos” em solo angolano e recusou-se a avançar com números, mas admitiu que “todos os investimentos em Angola são sempre superiores a qualquer projecto na Europa”: “A logística é pesada e existe falta de muitos recursos qualificados.” Por um período de três anos, uma equipa de profissionais vai revezar-se em Angola “para dar apoio”, explicou, adiantando que neste momento já está em Luanda uma equipa de “muitos jornalistas” que viajaram a partir de Portugal.

Quanto aos investidores, o responsável da Medianova afirma que são todos angolanos e recusa-se “a confirmar ou negar” que dentro desse grupo esteja o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, chefe da casa militar do Presidente angolano José Eduardo dos Santos e também conhecido por general Vieira Dias “Kopelipa”. “Sou o único representante dos investidores, que estão todos no projecto a título pessoal”, sublinhou.
 
Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, chefe dos serviços secretos angolanos, tem sido apontado como um dos impulsionadores deste projecto da Medianova. Em Portugal, adquiriu recentemente duas quintas na região do Douro para exportar vinho com destino aos países africanos de língua oficial portuguesa, tal como o PÚBLICO já noticiou.
Fernando Maia Cerqueira, ex-dirigente da RTP e da Lusa e antigo sócio de João Líbano Monteiro na agência de comunicação JLM, é outro nome associado à Medianova.  Contactado pelo PÚBLICO, disse que está a trabalhar no projecto como “consultor a título individual para a área da imprensa” e que não é investidor.

Já Álvaro Torre garante que está para muito breve o lançamento pela Medianova de um novo semanário angolano, chamado País, ainda em Agosto. Como responsável, terá um ex-director do Jornal de Angola (estatal), Luís Fernando.
Em fase de criação, está uma Medianova Portugal, com escritórios em Algés, que funcionará “como uma agência noticiosa”. “Os interesses angolanos em Portugal são cada vez mais e queremos acompanhar esse movimento. Vai ter uma parte editorial e comercial, para a recolha e divulgação de conteúdos e notícias nos dois países”.  “Vai fazer o fornecimento de notícias, como devem ser fornecidas e não distorcidas.”

Em montagem está também uma “gráfica muito grande” em Luanda. Prevê-se ainda que a Medianova venha também a ter oito rádios locais em várias regiões angolanas.


Fonte: Publico



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