Luanda - Fazedores de opinião angolanos consideram "difícil e delicada” a missão de pacificação do leste da República Democrática do Congo (RDC) assumida pelo Presidente João Lourenço por causa do anúncio de participação de tropas de Angola na missão de pacificação da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e ainda dos vários interesses em jogo na região.

Fonte: VOA

O analista social padre Celestino Epalanga admite que sensibilidades internas daquele país estejam a olhar para o Presidente angolano, que ostenta o título de Campeão da Paz, atribuído pela União Africana, como alguém que nada tem feito de concreto por desconhecer a realidade da RDC.



"Não antevejo uma tarefa fácil para o Presidente João Lourenço”, defendeu.


Por seu turno, o académico João Lukombo Nzatuzola entende ser “uma missão delicada” por causa dos vários interesses em jogo na região e devido ao anúncio do envio de tropas angolanas para participarem numa missão de paz na RDC, no âmbito da SADC.


Para o analista político e social Ilídio Manuel, o papel do estadista angolano na pacificação da RDC “não ajudou em nada".



Ilídio considera que “a expetativa criada não corresponde àquilo que no terreno se tem observado”, e sugere que sejam os próprios congoleses a resolverem o seu próprio conflito.

 

A partir de Gaborone, Botwana, na semana passada, o também Presidente em exercício da SADC disse ser "principal preocupação" o agravamento do conflito na RDC "com consequências que afectam o desenvolvimento da região".