À
SUA EXCELÊNCIA PRESIDENTE DA REPÚBLICA
- MINISTRO PITRA NETRO
- PCA DA SONANGOL

ImageO colectivo de trabalhadores do Hotel Convenções Talatona, serve-se da presente para levar ao conhecimento das autoridades angolanas e da sociedade em geral, algumas atrocidades a que estão a ser vítimas os cidadãos angolanos trabalhadores do HCTA, por parte de cidadãos de nacionalidade portuguesa gestores da referida instituição hoteleira, conforme passaremos a descrever:


1. Desde a sua fundação, o HCTA sempre teve nos postos chaves do seu corpo gerente, cidadãos portugueses muito bem pagos pela Sonangol (proprietária do hotel), com salários astronómicos, contrastando com a miséria salarial com que são remunerados os cidadãos angolanos, associado a isto o facto de nunca ter existido uma relação de cordialidade e de respeito por parte dos portugueses para com os angolanos, o que se tem sucedido ao longo das mudanças constantes e frequentes do efectivo da direcção, sempre de nacionalidade portuguesa;


2. De um tempo a esta parte, se tem constatado um crescimento exponencial de trabalhadores portugueses, tendo sido descoberto por parte dos trabalhadores angolanos, a existência de um plano gizado pela actual do HCTA e implementado pelo responsável para os recursos humanos da referida instituição (cidadão português), que consiste em SUBSTITUIR ANGOLANOS POR PORTUGUESES, das áreas mais ou menos confortáveis ou confortáveis (de acordo com o ponto de vistas dos mesmos), até então muito bem preenchidas por nacionais, pretendendo manter angolanos apenas nas áreas de limpeza e afins, com vista a empregar amigos e parentes que fogem o desemprego e a crise em Portugal, aproveitando-se da falta de fiscalização das instituições angolanas e da falta de um sindicato ou de algum tipo de protecção que defenda os interesses dos trabalhadores angolanos;  


2. Com vista a concretizar os seu plano macabro, a actual Direcção do HCTA, tem engendrado uma campanha de desconsideração e culpabilização infundadas a alguns trabalhadores que tem estado a ser forçados a assinar pedidos de demissão depois de se sentirem indignados por serem expostos publicamente numa situação de falsas suspeitas de irregularidades fabricadas pelo próprio corpo gestor do Hotel, que em todos os casos não desenvolve se que um processo de investigação com vista a verificação a fundo da veracidade dos factos, nem abre processos disciplinares, expondo os trabalhadores angolanos num intenso interrogatório ilegal, obrigando-os a confessar o inexistente, forçando-os a assinar a demissão, num momento em que os mesmos são submetidos num choque psicológico, procedimentos que configuram um desrespeito total e violações autenticas das leis angolanas que eles mesmos (trabalhadores portugueses no HCTA), demonstram não ter nenhum tipo de temor nem observação;


3. São principais alvos destas conspirações, destas estratégia macabras da actual Direcção, os “trabalhadores fundadores” do HCTA, a mais tempo na instituição que a maioria dos integrantes dos portugueses, e que em virtude das sucessivas renovações dos contratos semestrais (como colaboradores), caminham para a categoria de trabalhadores efectivos, situação que dificultaria a colocação dos seus comparsas portugueses que fogem a crise em Portugal.


Em nome da nacionalidade angolana que possuímos e que os nossos pais e antepassados mais remotos nos atribuíram com o sacrifício do derramamento de sangue e de perda de vidas humanas, na luta contra os mesmos portugueses que pretendem “newcolonizar” Angola, em nome das leis da República de Angola, nossa pátria e nossa terra, viemos apelar a intervenção do PCA da Sonangol, de Sua Excelência Ministro Pitra Neto, e a mais alta instancia da república, Excelência Sr. Presidente José Eduardo dos Santos, com vista a intervirem com a máxima urgência, de modos a serem salvaguardados, não apenas os empregos de muitos pais e mães de família, mas também fazendo valer de forma contundente, a eficácia das instituições angolanas, reprimindo a actual direcção do Hotel Convenções Talatona, protegendo os angolanos que ainda se encontram lá empregados, instauração de um inquérito caso por caso com vista a serem readmitidos os trabalhadores despedidos injustamente, no âmbito da estratégia macabra engendrada pelos gestores portugueses.


Angola para os angolanos


O COLECTIVO DE TRABALHADORES DO HOTEL CONVENÇÕES TALATONA, EM LUANDA, AOS 05 DE JUNHO DE 2012.



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