Exmo. Sr. Diretor
Do Semanário Agora


Luanda -  Antes de mais, as minhas cordiais e calorosas saudações.
        

Venho por este meio solicitar a publicação desta, reagindo a carta assinada pelo cidadão que diz chamar-se José António Faria, fazendo uso de um suposto direito de resposta, publicado na edição 467 do jornal SA (Semanário Angolense), com o título; ISOMAR P. GOMES, FALTOU Á VERDADE. É claro e lógico que o signatário reagiu atempadamente e enviou na passada aos 30 de Maio um correio electrónico para o diretor do SA, Sr. Salas Neto, este enviou-me um outro, dizendo que o conteúdo do – meu direito de resposta – tinha que ter o mesmo «tamanho» do direito de resposta do cidadão acima identificado.


Reduzido o tamanho da missiva, para metade retornei-a para o diretor Salas Neto, não respondendo ao segundo, entendi que desta feita estava aceite. Mas a mesma não foi publicada nas edições que tenho em mãos; 468 e 469.


Por outro lado não sei honestamente como o tamanho tem que ser o mesmo, por exemplo, alguém diz; «F… é gatuno» de acordo a lei, já que tem que se usar o mesmo espaço no direito de resposta, o lesado só pode responder; «Sicrano, não sou gatuno» e está tudo dito e explicado, acho um bocado disparatado. Se bem que acho muito sinceramente, que nenhum direito de resposta tem que conter INSULTOS a quem quer que seja.


O direito de resposta, a que se refere o cidadão acima identificado e consagrada na lei de imprensa, tal como diz o mesmo; DIREITO DE RESPOSTA, José António Faria, deveria única e simplesmente cingir-se aos fatos que fizeram com que o mesmo fizesse uso deste direito, mencionando item por item o assunto na qual me referi na entrevista concedida pelo signatário ao correspondente do SA em Benguela, Nelson Sul de Angola, e publicado na edição Nr 463. Se bem que não se reconhece ao cidadão o uso de tal direito, porque tal como ele mesmo expressou na sua carta, identificou os «gestores» da ASPAR, o fato de ser mero membro não lhe dá este direito.


Ao invés de o mesmo deslindar o assunto em pauta, mais não fez do que arregaçar a sua “dentuça” e partir para um ataque recheado de mentiras e insultos contra a minha HONRA e pessoa, quando o signatário na entrevista acima referida não INSULTOU NINGUÈM. José António Faria, demonstrou um fato irrefutável; é Kaenche mental.


Mas enfim vamos então fazer – já fazendo - uso também do meu direito de resposta (embora utilizando o Agora, já que tal me foi recusado no semanário Angolense) e destrinçar a «dentada raivosa» do cidadão – que desconfio ter as iniciais PR ou é da mesma classe - E solicitar desde já a boa compreensão dos editores do Agora para o efeito. Ora comecemos então a deslindar o célebre direito de resposta do “Kaenche” mental José António Faria.


1. - Prezados senhores, sou um leitor assíduo do vosso jor¬nal, apenas tive acesso a edição nº 463, no dia 05/05/12 onde pude atentamente ler os impropérios do Sr. Isomar Pedro Gomes, com o título: «Estamos há 20 anos à espera de empregos». – Disse o Kaenche. É um pouco estranho a atitude deste LEITOR ASSÌDUO que leu ATENTAMENTE, aos 5.05.2012 a edição 463, assina a carta aos 07.05.2012 e que é publicada na edição 467 de 26 de Maio do corrente. Mas enfim, vou dar o benefício da dúvida ao «camarada», passemos adiante.


2. Apesar de que de seguida afirmar perentoriamente que os fatos por mim apontados na minha entrevista, «…nada correspondem com a real situação dos membros que integram a Associação da Acção Social Para Apoio à Reinserção dos ex-MINSE – ASPAR» esqueceu-se de mencionar concretamente, qual é a real situação, dos ex-membros do MINSE, fundamentalmente na província de Benguela, pois apesar de o signatário na sua entrevista falar no geral, particularizou o fato de se referir a situação e a ação do signatário no que se refere ao desbloqueamento da situação por mim identificada, na província de Benguela; Penúria e ansiedade dos ex-membros do MINSE quanto a resolução da sua situação; reforma. É isto inverdade? Ou melhor este fato não corresponde com a verdade? Então o ilustre senhor deveria pontualizar qual é a verdade.


3. «…Tal é que, cometeu o crasso erro de intitular-se como sendo ex-Delegado do MINSE, propagando desta forma uma má percepção, no seio dos consumidores da notícia (cidadãos), pela falta de rigor e verdade…» aqui o Leitor assíduo que lê ATENTAMENTE, começou por desferir a primeira dentada. O signatário, NUNCA referiu ou mencionou o(s) cargo(s) que exerceu durante a sua «estadia» no MINSE.


O título da notícia é da responsabilidade do editor, ou do jornalista que «operou» a notícia, e o próprio jornalista, assim esclareceu na sua nota introdutória, referente a entrevista, passo a citar… «O entrevistado do SA, Isomar Pedro Gomes, ex-funcionário sénior da delegação provincial da Segurança do Estado (em Benguela) … recusou-se a revelar os cargos que exerceu dentro da secreta» - então meu caro Leitor assíduo que lê atentamente?

4. «Afinal quem é Isomar Pedro Gomes e o que faz actu¬almente?» poderia ficar por aqui, porque com tal pergunta retórica, o José António Faria, enche a peitaça, e exibe o ar da sua (des)graça; um autentico Kaenche, e nada mais… faz dó, mas enfim vamos adiante camarada. 


5. “…Falta de espírito patriótico, arrogân¬cia e violência gratuita contra pacatos cidadãos, para ob¬ter informações que lhe permitissem «mostrar trabalho» e assim ascender na hierarquia da Delegação Provincial de Benguela. – Honestamente, o cidadão desconhece em toda a linha o trabalho de Contra-Inteligencia, faz-me lembrar uma dupla de “peritos” do SINFO que vieram apressadamente despachados de Luanda para Benguela, onde deixaram ordens concretas;- “se o efetivo dos ex-MINSE saírem a rua no período de Março 2010, prendam imediatamente o IPG” a referida dupla são adjuntos do Ministro do Interior…
Nem nos tempos mais “negros” da história do MINSE, o inimigo fez-nos tal absurda acusação, está de fato visto o “Kaenche” mental desconhece o trabalho de Contra Inteligência, IPG nunca foi “cangaceiro” a semelhança do que parece ter sido o “Kaenche” mental, por isso confundir o trabalho de cangaceiro e o de contra-inteligencia geral.


São os mesmos mentores da ideia da designação; ASPAR, á uma associação que serviu o Estado e ao MPLA, quando a UNITA em 1992, rejeitou categoricamente o termo “reintegração” e considerou-o insultuoso, eis os peritos em matéria de segurança do Estado, refugiarem-se por detrás de uma designação inócua, bizarra e estupida.


6. «…Sem ter exercido qualquer cargo. Desertou do órgão…» está visto o Kaenche, NUNCA FOI MEMBRO DA SEGURANÇA DO ESTADO, é, quanto muito um penetra; Desertar na segurança do Estado? Naquela altura?.. E reparem caros leitores, que o ilustre leitor assíduo, dá «uma de espertinho sabichão» descreve mais adiante com detalhes, onde o signatário esteve ou passou, tão logo «desertou do órgão» sempre na cidade de Benguela… quando é que se verificou a referida deserção? Em 1992 ou antes?! Deixo aqui de propósito um desafio, responda-me e eu dir-te-ei quem és FINALMENTE. (fica o desafio). – O resto é pura patetice, e não merece sequer ser comentado.


A certa altura o “Kaenche” mental e seus outros comparsas, asseguram que Isomar Pedro Gomes, tentou a via empresarial e foi a falência, e escudam-se deste fato como motivo para que o signatário não tenha razões para ‘falar’.
 
Caros ‘Kaenches’ da parvónia da ‘Republica Kaenche’ ou devo dizer ‘Partido Kaenche’, se a falência económica ou financeira deve-se levar em conta para denegrir a ‘pessoa’ então o sistema tem todos os motivos para ser denegrido; 1.- Lembram-se do Banco CAP? 2. - Do projeto PRESILD “Nosso Super” e associados? 3.- do projeto aldeia nova que ficou velha? Só para citar estes, cada um destes projetos de dezenas de milhões de USD, faliram em pouco tempo, então ficam admirados do projeto de umas centenas de USD de um modesto cidadão falir é caso para denegrir tal cidadão?


Com os projetos acima referidos na qual o governo “atirou para o lixo/para o ralo” milhões de milhões de USD, deve com muito mais propriedade ser sancionado.


São os mesmos “Kaenches” que perguntam «mas porque IPG só reclama agora, á porta das eleições?», são os mesmos que perguntaram aos funcionários em greve, do governo provincial de Benguela, PORQUE GREVE AGORA?.. Dá para entender tais Kaenches?


7. Isomar Pedro Gomes não faz parte do corpo direc¬tivo da ASPAR, porque esta associação é liderada pelo general Alexandre Bastos «Sancha» e Víctor Viegas, Se¬cretário executivo, pelo que não tem competência de se pronunciar em público a respeito da mesma. Afirmou “inteligentemente” o Kaenche – E esta? Ora se apenas os Senhores acima mencionados, podem «falar» em nome da ASPAR, o Sr. José António Faria, o que é afinal?! Bem pode ser que seja uma espécie de porta-voz, mais uma vez o meu benefício da dúvida, o contrário da atitude do Kaenche.


8. «…Outro aspecto que merece referência tem a ver com a tentativa de Isomar Pedro Gomes, num passado recente, ter tentado introduzir algumas dezenas de processos de «bófias» que foram seus subordinados «fantasmas» e que supostamente trabalhavam infiltrados num lugar apenas conhecido por si, que posteriormente foi revelado que eram pertencentes a seus trabalhadores, amigos, fami¬liares e até de membros da sua congregação religiosa. Por essa razão, declarou uma guerra à direcção da ASPAR, que ele denominava o Apocalipse, por ter descoberto e gorado o seu projecto». – Vou fazer outro desafio ao ilustre Leitor assíduo que lê atentamente… explique no próximo – direito de resposta – como o Isomar Pedro Gomes, num passado recente tentou introduzir algumas dezenas de processos… pracátápracátá… vou apenas dizer-lhe um segredo, tenho comigo provas irrefutáveis que atestam que o acima não passa de uma CRASSA MENTIRA, e que o senhor é um mentiroso.


Tenho comigo provas irrefutáveis de que foi o trabalho dirigido pelo signatário e companheiros, que desfez TODA A NEGOCIATA, dos «fantasmas» da ASPAR em Benguela, e a-propósito disso, o signatário escreveu uma carta para a V. Exa o Sr. Ministro do Interior, e para V.Exa o General do exercito Sr. Armando da Cruz Neto, governador da província de Benguela, onde o signatário assegura de que o empolado efetivo antes registado, de cerca de 3018 elementos foram reduzidos após um trabalho árduo de CAÇA fantasmas, para cerca de 1300 indivíduos devidamente identificados, nestas cartas o signatário deixou uma margem de 10% de erro, quer dizer cerca de 10% da totalidade acima descrito «1.300» poderia vir a ser acrescentado, tendo em conta que possivelmente haveria membros em viagem, ou fora da província ou que não «ouviram» do trabalho de triagem que foi executado e muito publicitado pela equipa liderada por mim, no interior da ASPAR-Benguela, quer saber de uma coisa? Foi precisamente este trabalho de limpeza que assustou certas pessoas em Luanda e Benguela, e maquinaram a minha saída da direção da ASPAR-Benguela, inclusive até alguém a semelhança do senhor (ou deve ser a mesma pessoa?), acusou-me de ter sido alferes do ELNA-FNLA, tudo isso para me afastar, porque a negociata rendeu MUITO DINHEIRO, cá & lá … mas uma vez mais, fica o repto, leitor atento.


Vou apenas citar dois negócios; CIMENTO e venda de terrenos, cedidos pela administração local aos ex-membros do MINSE, que engordou os bolsos dos “dignatários” membros da direção da ASPAR cá & lá.      

 
9. «Desconhece na totalidade, os passos promissores do Executivo na resolução da causa dos associados. Quer tudo fazer para tirar proventos em nome da associação…» palavras, palavras vazias, meu caro Kaenche mental, está-se mesmo a ver, onde foste plagiar o discurso, o discurso de ludibriadores, aldrabões, oportunistas e mentirosos, daqueles que sempre recusaram-se cumprir as promessas por eles mesmo proferidos. É de discursos como este que «a malta está cansada de ouvir há 20 anos», o que precisamos meu caro é de ações práticas… por exemplo, onde estão os referidos 6 meses de bónus que nunca vieram para os nossos bolsos? Você sabe seguramente onde estão, ah! Disso tenho eu certezinha.


10. «…Que pretende fechar com «chave de ouro» a sua velhice chanta¬geando instituições sérias, à volta de problemas que já têm estado a ser resolvidos pelos órgãos de direito.» Sem comentários. Deveria mencionar os problemas que já estão a ser resolvidos, certamente deve estar a referir-se a distribuição de milhares de sacos de cimento – dizem que foram 10 mil sacos – que fez rolar muita água por debaixo da ponte, e suscitar muitas perguntas, tais como esta? «Onde a direção da ASPAR foi buscar dinheiro para tal negociata? E quem beneficiou da mesma?»


11. José António Faria & Companhia, certamente já fecharam com chave de ouro a sua velhice, por isso lhes fazem muita confusão o facto de outros quererem que a instituição de direito, cumpra com as suas obrigações para assim terem uma velhice descansada ao invés de uma atribulada como se antevê no horizonte. A depender de ti, «camarada» podem passar mais 10 anos, que balbuciarás a mesma patranha.


Isomar Pedro Gomes



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