Luanda - A primeira analise tinha como título caso Jorge Valério aponta para um terceiro grupo. Na segunda foi analise sobre o caso Jorge Valério. Desta vez vamos voltar a analisar de forma mais profunda uma vez que nesta os quatro jovens já se encontram em liberdade. Ficaram 77 dias privados de liberdade, maltratados, primeiro na segunda esquadra sito no bairro operário depois na DPIC e por ultimo na DNIC.

Fonte: Club-k.net

Senhores estes jovens foram presos pela família de Jorge Valério sem provas ou flagrante delito e a nossa policia recebeu, manteve-os este tempo todo detidos por medo, medo repito, por medo de senhores como Mussolo Vaz da Conceição, tio do jovem falecido, Este que deveria ser o primeiro a dar o exemplo por ser Inspector da nossa Policia Nacional, que teve o descaramento de aparecer na DNIC a noite e ameaçar os seus subordinados, mandar tirar os jovens da sela sobre ameaça, a senhora Fausta Conceição valendo-se da actividade que exerce interferir de forma  arrogante, controlar o assunto como se sua propriedade fosse o alguns Ministros  que nas sua opiniões  os jovens eram os assassinos, opinião esta formada com base no grau parentesco que alguns destes  tem com a familia do falecido, e o que é mais triste esta mesma versão foi a contada a todos os governantes deste país porque a informação ouvida por estes baseava-se no que a família de Jorge Valério Contava, tendenciosa com mentiras, informações do tipo os jovens já  haviam confessado,  de mensagens como prova de que eram os rapazes os assassinos, tudo isto contado a elite deste país.

Senhores o que estes jovens passaram não se aceita num país de direito onde as leis são claras, e até prova em  encontraria existe a presunção de inocência. Marcio, pego na escola tirado da sala de aulas algemado como assassino de um crime que não cometeu.

Lelas pego no edifício J. Pimenta pela família  levado até ao sétimo andar e ameaçado de ser jogado deste piso para baixo, não satisfeitos é levado até a morgue mostrado-lhe  o corpo de Jorge Valério chamando-lhe de assassino e o que este tinha feito, a seguir e levado até a casa  do óbito para que todos vissem o assassino e tudo isto com espancamentos quase até a morte  uma das torturas dos mesmos era a de aquecer o isqueiro do carro depois de quente colocado no corpo do jovem para que este confessa-se o crime.

Adilson espancado é levado no porta mala de uma das viaturas de um tio de Jorge Valério até as Palmerinhas entrada da ilha do Mussulo e sobe efeito de uma arma de fogo na cabeça lhe é pedido a confissão. Luis sabendo do perigo que este corria o seu pai levou a DPIC para obter protecção.

Na primeira analise alertamos sobre a versão da qual mostrava que a conduta de Jorge Valério não era das melhores, tendo este contacto com elementos altamente perigosos apontados como os "Da Pedra e  HDA" elemento conhecido como "Telinho" conotado como o terrível o mais temido, e como pode um jovem estudante universitário, calmo que nem faz mal a uma mosca estar envolvido neste meio? Pois Jorge Valério pelo que tudo indica não tinha um bom caracter perseguiu os jovens com lutas de rua chamando e pagar gangs para o " defenderem".

Na segunda analise mostramos a injustiça que estava a ser cometida contando mais uma vez a outra versão dos acontecimentos tentando ser o mais imparcial possível de formas a que a sociedade percebesse uma vez que já tinha passado alguns meses, e mais friamente poderia ser feita outra analise sobre os factos e dai podermos ajudar a policia no esclarecimento do caso.

Mesmo assim nada foi feito as duvidas continuaram e os jovens eram mantidos presos sobre tortura para poderem confessar um crime que não cometeram, não foram fáceis os dias vividos por estes nas cadeias de Luanda, sofreram bastante e todos nós sabemos um pouco da forma de actuar da nossa policia, a forma bruta como trata os detidos, e como tenta obter confissões por intermédio de tortura.

As famílias destes foram muitas vezes humilhadas impedidas de poder ver os seus filhos e na hora de poder entregar a comida, esta antes era vasculhada ou mexida com um pau qualquer, obrigados a comer e beber o que levavam, uma revista fora do normal uma clara mostra de violação dos direitos humanos.

No inicio deste precesso o director da DPIC Direcção Provincial de Investigação Criminal,  apareceu nos ecrãs da  televisão dizendo que era um caso muito complicado e milindroso  que apesar de apontados haviam muitos contra e muitos a favor, "a favor naquela altura pensamos que ninguem estava, porque os jovens só tinham o apoio dos seus familiares mais próximos,  a não  ser que este baseava-se nos dados da investigação que desviavam a direcção  da acusação".

Hoje a questão pode ser colocada de outra forma,  então porque que ninguem assumiu com claresa o que parecia evidente o rapases eram inocentes, é que nem a presunção de inocência foi tida em conta .

Os Psicólogos, Sociologos e alguns fazedores de opinião, que apareceram através  dos órgãos  de informação para fazerem uma avaliação e comentarem das possíveis motivações,  a que os  jovens têm para este comportamento que é de  todas as formas condenavel,  todos infelizmente só sabem dizer aquilo o que é mais fácil nas suas analises e até de forma repetitiva,  "que os jovens comportam‐se desta maneira por causa da ausência dos pais e o uso da internet, no caso as redes sociais".

Neste caso não nos parece ser assim , outras motivações levaram para que este crime fosse cometido, por isso temos que ter a humildade de reconhecer os erros cometidos na avaliação do mesmo, uma vez que todas as opiniões prestadas  por estes, nos ecrãs das nossas televisões e rádios, ouvidos pelo país inteiro e não só, tornaram  cada vez mais clara a opinião policial e publica  no que relaciona os autores do crime (os quatro jovens).

Senhores da televisão e jornais mais cuidado na divulgação de notícias que incriminam pessoas que não são criminosos, mas sim supostos criminosos, vocês tudo fizeram para que a policia apresentasse os mesmos nos vossos écrans, só não foi feito porque este órgão teve alguma coragem e através da lei se opôs, os jornais publicaram fotografias dos mesmos com os dizeres "assassinos". O apoio dado por vocês que são o terceiro poder  num pais de direito, motivou  que durante a marcha "não a violência" fosse exibido camisolas e cartazes com imagens dos 4 jovens acusados injustamente.

Toda analise que tem sido feita a volta deste caso, chega sempre a um ponto comum o que se passa com a juventude, mas  só falamos da atitude negativa da Jéssica Coelho.

O Jorge Valério por estar morto aparece sempre como o santo,  meus senhores a pratica exercida por este contra a jovem também é grave e como todos sabemos a chantagem só é exercida quando queremos algo em troca, e assim estava a ser,  esta jovem poderia estar a ser escrava de um marginal, dai que pensamos existir ainda muitos jovens com este tipo de comportamento condenável nesta sociedade, com a diferença de estarem vivos e andarem por aí impunes, grave por  ninguém se importar e tomar atenção a este detalhe, se devemos educar o nossos filhos para uma boa conduta, como poderemos proteger-lhes deste tipo de agressão, então devemos incluir esta situação nas analiseses publicas feitas pelas pessoas autorizadas que infelizmente só dizem o que vai agradar alguns com medo de não voltarem a ser chamados para outras avaliações.

A quando da apresentação dos actuais supostos criminosos, em momento nenhum foi dito a situação dos anteriores (autores do crime) estes nunca foram tratados como supostos criminosos mas sim como criminosos, pensamos que era de responsabilidade das autoridades consederem uma explicação a respeito dos mesmos afinal ficaram 77 (setenta e sete) dias detidos sobe tortura policial, presos para serem investigados.

Vou estabelecer uma comparação do que foi a detenção da Jéssica.

Chamada para depor no dia 1 de Outubro de 2012, como declarante na segunda esquadra de policia, volta a ser chamada (70) setenta dias depois para depor ainda como declarante mas desta vez na DNIC, nesta altura já existe sobre ela alguma suspeita.

Jéssica Coelho primeiro é constituída declarante, de seguida arguida e só depois de ter sido emitido um mandado de captura seu pai é chamado pelo Ministério Publico lhe é apresentado as respectivas provas e só assim é presa na companhia do motorista da residência Sr. Bravo.

Estes tiveram todos os requisitos exigidos por lei, a ordem de detenção partiu dos procuradores depois de avaliarem o trabalho da policia, os 4 jovens não. Os  direitos são iguais para todos,  qualquer  cidadão deve ser protegido por lei pelas autoridades e hoje ninguém quer saber do que se passou com estes jovens, na segunda analise feita sobre este caso fizemos a seguinte pergunta:

"Será  que estamos diante dos verdadeiros culpados deste crime ou ainda por alguns erros cometidos na apreensão dos mesmos vamos ter que levar a acusação  até ão fim só  para não ter que assumir que o precesso não teve o inicio que deveria para se chegar aos verdadeiros culpados, e que houve alguns erros a começar pela detenção inlegal dos mesmos sem mandado de captura ou documento legal para a detenção, ou então os jovens vão ter que ser culpablizados a todo custo porque ninguém quer sair manchado nesta história, metendo em causa a instituição e seus representantes sendo que alguém tem que assumir alguma coisa.

Será que alguêm já parou para pensar que podemos estar a condenar pessoas inocentes e que estando presos nas condições que todos nós sabemos em contacto com criminosos confessos, podemos estar a contribuir para que mais quatro jovens enveredam para a delinquência, que mentalidade estes poderam ter caso se prove um dia ser inocentes, como poderam eles enfrentar esta sociedade uma vez expostos da maneira como foram, porque casos destes existem muitos neste país a diferença é que acontecem e ninguem fica a saber, porque a informação não chega ou porque ninguem se importa e ainda por serem  pessoas humildes e pobres, este caso é muito grave e a impunidade no nosso pais já não  é uma realidade, ninguém esta acima da lei".

Esta analise foi feita por nós, ainda no inicio deste processo e alertamos sobre tal situação, alguém leu e deve ter ajudado nas investigações.

Devemos agradecer a policia e Ministério Publico  que mesmo tarde conseguiu assumir a soltura dos 4 jovens no dia 17 de Dezembro de 2012 sendo que foi um acto de coragem, uma vez que neste país as pessoas são mais fortes que as instituições e este caso a ingerência dos mais poderosos para condenar os 4 jovens era maior do que as evidencias que inocentavam os mesmos, eles estão soltos mas existem varias questões no que se refere a legalidade do caso, as famílias estão muito magoadas com tudo que se passou.

Marcio,  foi retirado da sala de aula algemado a frente dos colegas e no final perdeu o ano lectivo seus pais gastaram dinheiro com pagamento de propina, farda, livros e muito mais.

Lelas,  fortemente espancado este foi o que mais sofreu, e nem sequer esteve presente no dia da briga entre Adilson Monteiro e Jorge Valério, no dia do rapto estava no festi Sumbe com família, perdeu ano lectivo e muito mais.

Adilson Monteiro, espancado ameaçado de morte com uma arma a cabeça também perdeu o ano lectivo.

Luis Miguel só não o mataram porque seu pai levou até a DPIC porque este o seu pai foi acusado pela mãe de Jorge Valério que a casa onde tinha sido cometido o crime era de sua propriedade.

Diante deste cenário devemos ficar de braços cruzados e aceitar como se nada tivesse acontecido, todas estas atrocidades cometidas e não se pedir responsabilidades criminais a ninguém? Será que é justo o que estes jovens passaram e ainda passam, eles estão com problemas mentais e as sua famílias é que vão se responsabilizar,  contratar e pagar psicólogos para que estes tenham um acompanhamento para poderem encarar a sociedade e as suas vidas no futuro.

Senhores pensamos que nos devemos importar com estes, a dor da família de Jorge Valério é muito grande e estamos todos solidários a perda que tiveram, mas Jorge Valério  esta morto e continuamos a dar mais valor ao mesmo, este continua a ser o centro das atenções, enquanto que 4 jovens que continuam aí vivos e que puderam contribuir um dia para que este país seja melhor ninguém fala deles, ninguém se importa com o que estes pensam hoje depois de  maltratados e humilhados durante meses pela família de Jorge Valério apoiados por um órgão de Estado que é a Policia Nacional.

A vergonha de quem acusou neste caso tem sido um facto porque mesmo depois de apresentados os supostos autores (confessos) do crime algumas pessoas ainda duvidam e vêm a publico dizer que esta versão não os satisfaz, mas afinal querem uma produção policial ou factos concretos? Querem é se defender duvidando para não lhes ser incutida alguma responsabilidade pelo erro da primeira acusação.

As famílias lesadas não se devem acanhar ou se deixarem intimidar,  devem pedir  responsabilidades a quem de direito sobre o assunto levando o mesmo a processo criminal. Angola é um pais livre e justo onde o cidadão tem deveres e direitos cabe ao Estado proteger todos aqueles que fazem parte dela.



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