Luanda – Foi com profunda MÁGOA que a Fundação 27 de Maio tomou conhecicemento do comunicado do Bureau Político do MPLA enviado de cinismo e maquivelismo acentuado, quando se pretende branquear a figura sanguinária de Agostinho Neto que o escritor e historiador concentuado que atende pelo nome de Carlos Pacheco chamou-o de ditador, pois, na história de 27 de Maio não há inverdades em relação a figura de Agostinho Neto só há factos verdadeiros.

Fonte: Club-k.net

PONTO PRÉVIO:

De 1977 á 1991, o 27 de Maio era feriado nacional que nesta data o MPLA e as suas organizações de massa nomeadamente a OMA, OPA e a JMPLA para homenagear os ditos sete comandantes encontrados mortos na lixeira onde funcionou a praça Roque-Santeiro, que com o surgimento do sistema político multipartidário, os sobreviventes do holocausto constituiram-se em partido político, que se chamou Partido Renovador Democrático (P.R.D) que prontamente denunciou que os mesmos tinham sido assassinados pela ala presidencialista de Agostinho Neto, através dos agentes da DISA, Polícia política, de modo a encontrar motivos enganadores que resultaram na morte de mais de oitenta mil (80.000) angolanos militantes do partido MPLA.

A partir de 1991 a esta parte o 27 de Maio deixou de ser feriado nacional, porque o propalado golpe de Estado tinha sido arquitectado, pela ala de Agostinho Neto que visou essencialmente matar a inteligência angolana, só assim é que se compreende que estudantes no exterior do país foram repatriados e muitos deles foram igualmente fuzilados, temos como exemplo de Mário Jorge, filho de Agostinho Neto que na altura se encontrava na República da Roménia a estudar ter sido repatriado e do Aeroporto seguiu para o palácio Presidencial, tendo solicitado ao pai a libertação dos colegas que aconteceu tardiamente, pois, alguns dos colegas tinham sido já fuzilados.

Foram palavras taxativas de Agostinho Neto pronunciadas por ele próprio horas depois da manifestação popular e aproveitadas pelos oportunistas maioritariamente híbridos nomeadamente: Pepetela, Ndunduma, Manuel Rui Monteiro, Berenguel, Rui de Carvalho, João Melo dentre outros.

Pois, esta franja de sanguinários e seus pares que não tinham perspectivas para ascenção de cargos quer no Governo quer no Exército, aproveitaram-se das palavras de Agostinho Neto étílico, que ditaram a morte de mais de oitenta mil (80.000) Angolanos maioritariamente adolescentes, jovens, mulheres e, inclusive e/ou até mesmo mulheres grávidas, que passamos a citar:

''Não vamos perder tempo com o julgamento, agiremos com uma certa dureza... não haverá perdão para os fraccionistas, seremos o mais breve possível e implacáveis... não haverá perdão para aqueles que já foram encontrados, estes indivíduos foram fuzilados e, aqueles que forem encontrados serão igualmente fuzilados para que não voltem a praticar crimes.

No dia 01 de Agosto de 1977 no aniversário das FAPLA, braço armado do MPLA, Agostinho Neto voltou a reiterar dizendo: “Eu disse, diante daqueles que ouvem a rádio, que vêem a Televisão que... não haverá perdão. O que fazemos destes elementos?
Nós não podemos pensar noutra fórmula, além daquela que eu pronunciei na primeira intervenção deste assunto... não há perdão... não haverá perdão de espécie alguma, porque camaradas responsáveis, membros do Comité Central e do governo, oficiais e soldados das Forças Armadas, membros da segurança do Estado e do Conselho da Revolução, sabiam de tudo o que ía acontecer no dia 27 e não me informaram nada''.

Na data acima referida Iko Carreira, então ministro da Defesa e carrasco do Nito Alves, louvou os sanguinários José Maria (na altura capitão), Agostinho André Mendes de Carvalho “Uanhenga Xito”, general Camú de Almeida, general Ary da Costa, general Delfim de Castro e dentre outros como terem sido os maiores carrascos, tomando em algumas ocasiões iniciativas próprias da matância, agindo à margem das instituições.

As vítimas do 27 de Maio foram acusados de pequenos burgueses e, no entanto, não se conheceu nenhuma conta bancária quer no país, quer fora e, também foram acusados como os culpados da carência de géneros alimentícios que se vivia na altura e que hoje continua de forma galopante e acentuada.
Hoje os seus algozes ostentam milhões e bilhões de dólares escondidos no ocidente, na Ásia, Estados Unidos da América e na América latina, razão que José Eduardo dos Santos como protector da gatunice continua a ser o candidato natural à liderança do MPLA, pois, o afastamento dele à liderança do Partido e consequentemente do país ditará sem sombras de dúvidas à queda do MPLA e, como consequência o julgamento sumário do grupo pelos crimes cometidos quer económicos e quer por assassinatos antes e depois da Independência.

Também foram acusados de agentes de imperialismo norte-americano e se conseguissem os seus intentos chamariam Holden Roberto- Presidente da FNLA e Jonas Savimbi - Presidente da UNITA para formar um Governo.

Se assim fosse não teriamos evitado a destruição do país, mortes de centenas de milhares de angolanos e outros tantos deslocados de guerra?

Aqui, Agostinho Neto mente descaradamente, porque ele teve conhecimento total, se assim não fosse, não teria transferido a reunião do Comité Central que visava a expulsão de Nito Alves e José Van-Dúnem deste órgão, a realizar no muséu de história nacional onde os seus apoiantes haviam de se manifestar para obrigar Agostinho Neto de não tomar tal barbaridade decisão, pois esta reunião transferiu-se para o futungo de belas.

Depois desta reunião realizada no dia 21 de Maio de 1977, Agostinho Neto e sequazes dirigiram-se à Cidadela Desportiva para divulgar uma suposta resolução da existência ou não do fraccionismo no seio do MPLA, que o actual Presidente da República (José Eduardo), então Presidente da Comissão de Inquérito sobre o assunto, omitiu e omite até aos dias de hoje.

Agostinho Neto foi um homem dúbio(bi-facial), pois neste mesmo dia disse que a Igreja daqui á cinquenta (50) anos devia desaparecer em Angola, porque ele não era protestante nem católico, pese embora ter estudado desde a primeira classe até ao ensino superior à custa da Igreja. Que hipocresia!.. Ainda no referido comício em alusão, elogiou o trabalho que a DISA realizava com detenções nos bairros de Luanda.

No dia 26 de Junho de 1979 preste a morrer disse: “Modifiquei um pouco a DISA que é a segurança do Estado... a imprensa não disse tudo, por que razão fiz algumas modificações... E, vou fazer mais dentro da DISA, porque não é possível trabalhar com uma segurança que oferece dúvidas acerca da protecção dos nossos compatriótas e tem hesitações quanto a nossa política de clemência... Quantas pessoas hoje, se queixam da DISA justa ou injustamente, mas se queixam... a dizer que o meu filho desapareceu...

Quando desaparece um filho, um pai, um avô, uma mulher ou um cunhado etc... Eu é quem sou o responsável... depois não sei o que hei- de dizer, pois, eu sou responsável... temos que fazer uma política justa'', fim de citação.

agostinho neto.jpg - 12.47 KBDISCURSOS ESCOLHIDOS DE AGOSTINHO NETO, TOMO I, pag 221 e seguintes...

Para a juventude Angolana, transcrevemos dando a importância histórica da carta de Viriato da Cruz, Fundador e protagonista da declaração que deu corpo à fundação do MPLA e seu primeiro Secretário Geral, quando entrou em desacordo com Agostinho Neto, Lúcio Lara e outros, por estes defenderem o neo-colonialismo em Angola independente e ser actual.

Trata-se da carta de despedida aos militantes, que retrata o carácter do MPLA desde a fundação aos dias de hoje que fielmente transcrevemos:

1- Tenho estado em desacordo com alguns dirigentes do movimento sobre o seguinte:
a) Não aceito a teoria da inevitabilidade do neocolonialismo em Angola, teoria que alguns dirigentes vêm defendendo em Angola. esta teoria, que afirma que não podemos evitar o neocolonialismo em Angola desarma o espírito combativo do povo, atraiçoa o grande sacrifício em vidas e em sangue, que o povo vem fazendo, abre as portas do nosso movimento a uma política sem princípios, oportunistas e de falta de escrúpulos e carácter;

b) Não aceito a política de divisão, que um grupo de dirigentes e de militantes vêm fazendo dentro do movimento, o MPLA que luta sempre sinceramente para a união de todo o nacionalismo Angolano, deverá continuar a dar, ele próprio o exemplo de união de Angola;

c) Não aceito a política de perseguição e de afastamento de militantes da secção política e militar do MPLA. Esta política está errada, é odiosa e é policial. Esta política, que alguns dirigentes vêm fazendo ilegalmente e arbitrariamente, basea-se na vontade de um grupo que pretende impor ao movimento à sua política;

d) Não aceito as manobras que certos militantes vêm fazendo, para impor ao movimento uma direcção cujo núcleo principal seja um grupo de pessoas que fizeram amizades com os estudantes da casa do Império em Portugal;

e) Não aceito que não se condene a intriga e a calúnia dentro do movimento e, nem aceito que os intriguistas e os caluniadores continuem a receber o apoio moral e material do movimento, quando por outro lado, este apoio é negado a militantes honestos e trabalhadores;

f) Não aceito a ambição exagerada de um grupo da vigésima hora;

g) Não aceito o culto de personalidade dentro do movimento, cada dirigente deve conquistar a confiança o respeito dos militantes, na base do seu valor pessoal e real, na medida em que ele é fiel à linha política do movimento, na medida em que ele se dedica ao trabalho sem demagogia e na medida em que ele respeita e faz respeitar os princípios do movimento.

Esta visionária carta de Viriato da Cruz datada á cinquenta e três anos (53 anos), podemos encontrar no volume II do livro do Lúcio Lara(MPLA AMPLO MOVIMENTO).

A Fundação 27 de Maio, ao longo dos catorze anos (14 anos) de sua existência enviou várias cartas e dossier de entendimento sobre o passivo do 27 de Maio ao Presidente do MPLA e Presidente da República José Eduardo dos Santos, ao Parlamento e as suas Bancadas Parlamentares, aos Tribunais Constitucional e Supremo, a Procuradoria Geral da República às Instituições afins nacionais e Internacionais, sem que no entanto, estas entidades tomassem uma posição para se pôr termo este processo e, não só o silêncio, é total.

Ainda assim, aquando da recolha dos restos mortais das vítimas da guerra do Cuito (Bié), para daí tirar dividendos políticos, o MPLA criou um cemitério específico para o enterro das vítimas, como que a aviação utilizada para o bombardeamento da cidade fosse utilizada pela UNITA ou ainda as balas vindas da barricada das FAPLA fossem de borrachas.

Face a este gesto humanitário a Fundação 27 de Maio endereçou uma carta ao então Iº Ministro(hoje Presidente da Assembleia Nacional) para que tal gesto abrangesse também às vítimas do 27 de Maio cujas ossadas continuam nas valas comuns espalhadas por todo o país.

A família de Agostinho Neto, também em várias ocasiões foi notificada, inicialmente a filha primogénita ( Irene Neto) fazia pronunciamentos públicos onde exigia a criação de uma Comissão de catarse à semelhança da Comissão da verdade da África do Sul e do Brasil para que às partes envolvidas deposessem.

Essa intenção de Irene Neto, quedou-se no tempo e no espaço, porquanto, as benesses falaram mais alto, acrescido com cargos'' 1º o cargo de Vice-Ministra para a cooperação e actualmente deputada muda e presidente da 7ª comissão'', pois não se conhece nenhum pronunciamento sobre várias matérias.

Quando o MPLA na sua declaração lacónica, trata do historiador e escritor ''Carlos Pacheco'' de maquiavélico, está a fazer justamente o jogo de macacos... Pois, o Bureau Político do MPLA em duas ocasiões, 1º no dia 27 de Maio de 2002, quando se apercebeu que a Fundação 27 de Maio no seu primeiro Conselho Consultivo realizado nesta data, iria tornar público uma lista de assassinos e/ou matadores, emitiu um comunicado maquiavélico que reconhecia os excessos e exageros cometidos pelos agentes da DISA por um lado, e por outro lado reconheceu também que os protagonistas da acção 27 de Maio eram patriótas incompreendidos, podemos aqui citar algumas passagens:

A história recente de Angola está recheada de factos e acontecimentos que chocaram profundamente várias gerações de angolanos. O povo angolano foi e há-de continuar a ser o principal protagonista de todos estes actos que marcam e marcarão a nossa história.

Depois de mais de quatro décadas sofridas por conflitos de vária ordem, guerra, destruição e excessos de vários tipos, é chegado o momento de caminharmos firmes e decididos na senda das responsabilidades, tolerancia e, sobretudo, da reconciliação de toda a família angolana.
A maturidade, o sentido de Estado, o alto grau de responsabilidade e espírito de fraternidade e sensibilidade que os angolanos e as suas Instituições atingiram conduziram - nos à paz à concórdia e à instabilidade política.

O MPLA acredita, hoje, que os propósitos de alguns dos seus militantes que, de forma organizada conduziram a acção de contestação aos órgãos de da direcção do partido do Estado, utilizando componentes de violência com excessos visíveis, que culminaram com a subversão da ordem instituida, foram marcados por inadequada apreciação dos fenómenos políticos, económicos e sociais de época.

A contribuição positiva prestada pelos patriotas angolanos, na luta pela liberdade e afirmação de Angola não pode ser ignorada.
Com relação a todos quanto, de algum modo, estiveram envolvidos nos acontecimentos em torno do 27 de Maio de 1977, o MPLA recomenda que as Instituições de Estado, com o apoio da sociedade, continuem a trabalhar para que, consequências produzidas por estes acontecimentos não criem entraves ou dificuldades de qualquer natureza ao exercício pleno dos direitos constitucionais legais de qualquer cidadão.

Luanda, 27 de Maio de 2002

Volvidos 11 anos, isto é, no dia 27 de Maio de 2013, voltou a tornar público o mesmo cominicado com conteúdo e teór, porque também apercebeu-se que alguns familiares das vítimas e associados da Fundação iriam entregar uma carta ao Vice-Presidente Roberto de Almeida, para provar as suas palavras ócas e demagógicas sobre diálogo e reconciliação nacional que semanas antes tinha pronunciado... Entregou-se a carta e até hoje não houve nenhum pronunciamento.

SOBRE A INTOLERÂNCIA POLÍTICA

No dia 27 de Maio do corrente ano(2016) como sempre, a Fundação 27 de Maio, seus associados, familiares das vítimas e amigos, endereçou uma carta ao senhor Governador de Luanda a comunicar a romagem às vítimas na campa memorial localizada no cemitério da Mulemba e/ou cemitério do 14 onde jazem cerca de três mil almas... o Governador de Luanda '' Higino Carnaeiro'' arrogante que é e desrespeitador das normas vigentes no País, colocou ao local da partida um despositivo de polícias altamente armados que dispersou aos manifestantes logo pela manhã, tendo ainda recebido aos mesmos material de propaganda e de som. Quando eram oito horas da manhã, o gabinete jurídico do Governo Provincial, ligou ao PCA da Fundação 27 de Maio o Sr. José Fragoso, para informar que a carta tinha sido indeferida e que fosse para lá afim de buscar a resposta que para nós, por se tratar de absurdo e arrogância não fizemos questão. Como a ditadura e a tirania reinam em Angola, depois da dispersão dos manifestantes a polícia entrou no cemitério para impedir a rumagem, mas, felizmente, depois de uma conversa aturada com os mesmos entre ameaças e contrameaças, quando eram por volta das catorze horas(14H), porque contra factos não há argumentos a romagem foi efectuda com êxito, pois, foi pela primeira vez que o grosso dos manifestantes foram os jovens revús.

CONCLUSÃO

Agostinho Neto, foi o mandante e ele próprio nos seus pronunciamentos aquando da dissolução da DISA, reconheceu que era o responsável das mortes indiscriminadas havidas aquando da data... No livro de Carlos Pacheco e nos outros já tornados públicos, não só constam nomes dos falecidos, mas também dos vivos que não se defendem porque nos factos do 27 de Maio não há inverdades.

Queremos ainda lembrar que a Fundação 27 de Maio, convidada a participar no segundo cíclo relatório periódico dos direitos humanos das Nações Unidas em Genebra realizado entre vinte e nove(29) de Outubro a cinco(5) de Novembro de 2014, representada pelo PCA Instituidor José Fragoso fez entrega um processo crime contra os matadores do holocausto em alusão.

Recordamos, que a Delegação do Governo de Angola aderiu ao Convénio dos direitos humanos em 2010, tendo recebido 166 recomendações que 4 anos depois nenhuma delas fora ractificada. O Minístro da Justiça dos direitos humanos O Senhor Rui Mangueira ao responder as perguntas dos Membros do Conselho de Segurança introduzidas no seu discurso, não foi capaz de convencer os presentes sobre a não ractificação das recomendações mais importantes tais como: Adesão ao Tribunal de AIA, o Convénio de Roma contra torturas, a vinda da Comisão de verificação da Habitação Condigna dentre outras.

Sobre as manifestações e liberdades de expresão de forma esvaziva respondeu que em Angola os manifestantes são protegidos pela Polícia Nacional, que no fim do discurso não houve aplausos mas sim vaiado, sendo que, foi uma vergonha para o País, pois no dia anterior a Sociedade Civil Angolana não manietada presente nesta Magna Assembleia apresentou a verdadeira imagem de Angola que o Minístro tentou escamotear. Prova disso, o jornal de Angola só divulgou a noticia no dia 26 de Dezembro de 2014 cerca de 2 Meses do acto, alegando que o Governo de Angola recebeu muitos aplausos e ractificou algumas recomendações que não é verdade.

Quanto a ratificação das recomendações o Ministro respondeu, dizendo:
O Governo República de Angola tem estado a estudar e a analisar os instrumentos político-jurídicos no sentido de conformá-los com a Constituição da República, embora tivesse já passado quatro anos.

Volvidos cerca de dois anos, não há pronunciamentos dos vivos denunciados em varios livros, já que os mortos não se defendem. Pois, todos os crimes contra os direitos humanos e de guerra são imprescritíveis, aliás, o passado não morre e nem sequer é passado. A historia é teimosa não pode ser escamoteada, falsificada e omissa.

O MPLA nos habituou a mentiras o facto de omitir a data da sua fundação por um lado e por outro os nomes dos fundadores, prova disso o unico fundador que Agostinho Neto trouxe da guerra de guerrilha Lúcio Lara falecido a Meses, abandonado durante a enfermidade pelos aqueles que lhe endeusavam, nos pronunciamentos cínicos de alguns dirigentes nem sequer o trataram de fundador. isto é hípocresia é maquiavelismo.

Quanto a acusação que se faz ao Agostinho Neto em ter sido agente da PIDE/DGS, a Fundação 27 de Maio já em várias ocasiões afirmou e reafirma, pois, só assim é que se entende que Agostinho Neto, preso na cadeia de Aljube( de alta segurança) em Portugal, lhe foi permitido a fuga pelos seus corregionários do Partido Comunista Português na companhia da sua família, esposa e filhos para Marrocos e, mais tarde para o ex Congo Leopoldville, hoje Zaíre.

Para o Agostinho Neto os relatórios da PIDE/DGS são parciais e não são credíveis, mas, para Jonas Savimbe, as acusações que o MPLA o faz, são imparciais e credíveis... Pura demagogia e hipocresia, é o tal jogo de macacos...

É pura demagogia e falta de respeito ao País o epiteto dado ao Agostinho Neto como fundador da Nação, pois ele procalmou a independência de Angola unilateralmente, expulsando de Luanda os seus parceiros dos acordos de Alvór sob o troar de canhões, colocando os Angolanos de cabinda ao cunene em debandada uns nas matas, uns atravessando mar, rios e fronteiras, afogando-se numa guerra entre irmãos aliádos aos estrangeiros, cujas consequências sentimo-las até hoje, logo, Angola está longe de uma nação onde uns pouco têm tudo roubado do povo e o povo vegeta na miséria.

Para Agostinho Neto, seus restos mortais jazem no mausuleu que custou aos angolanos mais de três bilhões de dolares e aos cerca de oitenta mil angolanos protagonistas da luta pela Independência do País, os seus restos mortais jazem e fervilham nas valas comuns espalhados por todo território, volvidos trinta e nove anos. Onde está a reconciliação e a unidade nacional?

Vamos enterrar o passado resolvendo os passívos havidos, quer durante a guerra de guerrilha e quer pós independência que são bastantes, tirando dos papeis para a prática o que se propaga a quatro ventos: Liberdade de Expressão; Justiça Social; Tolerância; Unidade; Reconciliação, dentre outras que o MPLA usa abusivamente.

Quanto a palavra de ordem, que abusivamente o MPLA tem usado como slogan no seu sétimo congresso, pensando que este povo continua adormecido e manietado, engana-se, pois, para nós, o MPLA com o povo na miséria, rumo à derrota,

Por isso, a Luta é contínua e a derrota é inevitável...

PERDOAR SIM, ESQUECER JAMAIS...
HONRA AOS MÁRTIRES E ENTERRO ÀS VÍTIMAS.

PRESÍDIUM DA FUNDAÇÃO 27 DE MAIO

 

 



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