Luanda – Morreu neste sábado (19),  no hospital militar, de Luanda, vitima de doença, o general Samuel Martinho Epalanga (na foto ao lado de Chilingutila e Bock) que ao tempo da guerrilha da UNITA, desempenhou - durante muitos anos -  as funções de chefe da Brigada Nacional de Defesa (BRINDE), a polícia secreta deste movimento de libertação.

Fonte: Club-k.net

Já com a saúde fragilizada, em função da idade (na casa dos setenta), o general Epalanga vivia com a família,  em Luanda,  desde janeiro de 2002, data em que foi capturado pelas Forças Armadas Angolanas.

 

A fundação da UNITA, encontrou-lhe no Congo Kinshasa, actual República Democrática de Congo, porém, ele viria de seguida a aderir a guerrilha, com um grupo de correligionários. No inicio da década de setenta, recebeu treino militar na base de Massivi, seguido de uma formação em inteligência.

 

Não tardou,  passou a prestar  uma fidelidade canina a  Jonas Savimbi, que fez dele,  o chefe da temida  BRINDE, o braço de inteligência domestica da então oposição armada angolana. Epalanga era um espécie de “general Zé Maria”, da UNITA.

 

Como responsável da BRINDE, ficou conhecido como a personificação de coisas menos boas e outros excessos praticados pela UNITA, como as  explicações  de paradeiros inexactos  de correligionário. Também pelos seus actos de “prender para investigar”, fez com que passasse a ser  chamado pelo código  “Echos Papa”. Em reuniões, Jonas Savimbi, que tinha forte confiança nele, apelava aos quadros,  para que entendessem-no  levando em conta as suas limitações acadêmicas.

 

Ao ser capturado pelas FAA, na última etapa do conflito armado, fez declarações apontando erros de Savimbi, em não dar sinais de abertura ao  dialogar com a outra parte, algo que levou o então representante da UNITA, na Suíça, João Vaikene,  a clarificar que Epalanga já estava afastado algum tempo e na condição de reformado.

 

 Nos últimos tempos,  reaproximou-se a figuras da UNITA, e havendo dizeres de que  terá ganho o perdão pelo período controverso registrado ao tempo das matas.



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